Baixada: Perigo nos areais

Quinta-Feira , 23 de Novembro de 2006
Perigo nos areais
O areal se transformou numa perigosa área de lazer para crianças

Na Baixada Fluminense, a extração irregular de areia se tornou um perigo para os moradores da região, principalmente as crianças. O maior risco é o de afogamento. Terrenos onde funcionavam areais se tornam lagos profundos. O repórter Edimilson Ávila foi a um areal em Seropédica, onde recentemente um menino morreu afogado.

Há uma porteira, mas qualquer pessoa pode entrar. Os moradores do Parque Jacimar, em Seropédica, não sabem quem é o dono da propriedade, mas ao longo dos anos, houve muita extração de areia por lá.

O areal, como é chamado, está desativado. Nos imensos buracos, de onde a areia foi retirada, viraram lagos artificiais formados por lençóis d’água e pela chuva. A região se transformou numa perigosa área de lazer.

Mesmo com tempo fechado, sem sol, sempre há gente nadando no local. Até crianças freqüentam o lugar.

“Vem muita gente, até meus filhos. Os meninos pulam do barranco”, diz uma senhora.

Há dois meses o estudante Hernade Leite Filho, de 13 anos, morreu afogado depois de pular de um barranco.

“Ele veio correndo e pulou do barranco. Geralmente, o raso dessa lagoa é cheio de lama. Quem pula pode ficar preso na lama. Como era uma criança ele ficou ‘agarrado’ na lama e não voltou”, conta o estudante Leonardo Perez.

A lei diz que quando a empresa termina de fazer a extração da areia, toda a região tem de ser recomposta. Mas segundo moradores, a lagoa tem pontos de até 20 ou 30 metros de profundidade.

Segundo a Fundação Estadual do Meio Ambiente, Feema, órgão responsável pelas licenças para este tipo de atividade, as empresas que retiram areia, têm a obrigação de fechar os buracos e reflorestar a área para evitar erosão.

Na região, a Feema diz a extração foi clandestina porque não há licença para o trabalho. No bairro, moradores estão preocupados.

“A manutenção dos próprios areeiros, que quando abrissem a lagoa, devolvem a terra. Ou alguém para nos ajudar, que não deixassem a criança passar. Às vezes a mãe proíbe, mas eles vão”, aponta a servente Nádia Cunha.

“Não adianta os pais quererem proibir, as crianças vêm escondidas. Tomara que tenha uma solução. Do jeito que está não pode continuar”, alerta o aposentado Elzon de Faria.

A prefeitura de Seropédica informou que vai enviar uma equipe ao areal para fazer um levantamento sobre a necessidade de isolar a área.

A delegacia de proteção ao meio ambiente, responsável pela fiscalização dos areais, informou que não há nenhum inquérito aberto com informações sobre o areal mostrado na reportagem, mas que vai investigar o caso.

Fonte: http://rjtv.globo.com/RJTV/0,19125,VRV0-3119-253752-20061123-633,00.html

Anúncios

1 Comentário

  1. Nathani said,

    8 de março de 2012 às 22:20

    Gente! A situação neste local, se não est´pa igual, está pior…
    Meu primo de 24 anos foi conhecer este lugar na última sexta feira e não voltou de lá.
    Nossa família está arrasada por termos perdido um rapaz tão bonito, jovem e temente a Deus! Peço a orientação de vocês sobre as possibilidades de interdição física do loca. Sabemos que somente telas de proteção não impedem a invasão de determinados locais, principalmente quando são locais que chagam a atenção para a ”diversão” ou refresco no dias de sol.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: