Satisfação na aflição

“Ao contrário do que se imagina, eu olho para trás e vejo as experiências que, à época, pareciam especialmente desoladoras e dolorosas com particular satisfação. De fato, eu posso afirmar com total sinceridade que todas as coisas que aprendi em meus 75 anos de permanência neste mundo, tudo o que, verdadeiramente, fortaleceu e iluminou a minha existência, veio através da aflição e não por intermédio da alegria, tenha sido ela gratuita ou conquistada. Em outras palavras, se fosse possível eliminar a aflição de nossa vida terrena, seja por meio de alguma droga ou medicina alternativa, o resultado não seria uma vida atenuável, mas, sim, uma vida intoleravelmente banal e trivial. Este é, claro, o significado da cruz. E foi a cruz, mais do que qualquer outra coisa, que me levou, de forma inexorável, a Jesus Cristo.”

(Malcolm Muggeridge, “A Twentieth Century Testimony”, citado na pág. 100 do livro “Corra com os Cavalos”, de Eugene Peterson, Ed. Textus/Ed. Ultimato, 2003)

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2 Comentários

  1. Maria Cláudia said,

    14 de março de 2009 às 4:16

    Que satisfação ouvir falar sobre aflição. Aos 36 anos de idade eu consigo afirmar o mesmo: as aflições e dores me tornaram uma pessoa bem melhor do que antes e me aproximaram de Deus e do meu semelhante.
    O sofrimento é parte inexorável da vida, do nascimento à morte, ele está presente como conteúdo também formador do nosso ser; há um aspecto pedagógico na dor.
    O parto é uma ilustração desse processo dolorido que traz a vida. O senhor Jesus deixa esse exemplo registrado em João 16.21: “A mulher quando está dando à luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas quando o bebê nasce ela esquece a angústia, por causa da alegria de ter vindo ao mundo.” Portanto, nascemos em aflição. Nosso primeiro sinal de vida, fora do útero, é um belíssimo choro de aflição. Em nossa partida a aflição também nos acompanha.
    É natural recalcitrarmos contra a dor e o sofrimento, afinal de contas, originalmente, não fomos criados com esse objetivo. Herdamos a dor como consequência da queda. Porém, Deus, que a tudo cria e a tudo transforma, faz da nossa aflição um potencial disciplinador dos nossos sentimentos, pensamentos, atitudes e da nossa fé, a fim de crescermos como discípulos e soldados do Reino. Esta é a observação que o apóstolo Paulo faz no texto de Hebreus 12.11: “Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.”
    Posso dizer, por experiência de muitas aflições, aceitando ser disciplinada pelo Pai, que o sabor desse “fruto de justiça e de paz” é surpreendentemente maravilhoso, capaz de nos fazer dar graças e dizer, como Paulo em Filipenses: “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado… Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”
    Que possamos ter “satisfação na aflição” assim como o salmista Davi, pois ela nos ensina sobre Deus:
    “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.” Sl 119.71

    Maria Cláudia Reis

  2. Meire said,

    8 de abril de 2009 às 14:05

    Graça e Paz mano Fábio, cheguei até seu blog através de um e-mail que você me enviou.
    Um dos hinos da Harpa que mais gosto fala: “Os belos hinos e poesias foram escritos em tribulação. E do céu, as lindas melodias se ouviram na escuridão…”
    É no sofrimento que chegamos a nos conhecer, conhecemos nossas limitações e percebemos quais nossas falhas mais constantes.
    É no sofrimento que podemos desfrutar mais do amor de Deus, geralmente na bonança não nos abandonamos em confiança nos braços do Pai.
    Os heróis da fé foram forjados em momentos de turbelência das suas vidas, assim como grandes personalidade do mundo só obtiveram sucesso após vários fracassos.
    O importante é persistir, seguindo sempre a orientação de Jesus.
    Paz seja em tua casa.


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