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Câmara aprova o Estatuto da Juventude

A relatora, Manuela d´Ávila, manteve o combate a todas as formas de discriminação, assim como o respeito às crenças.

Rodolfo Stuckert
Dep. Manuela D·Ávida (relatora) na sessão em que foi aprovado projeto de lei que dispõe sobre o Estatuto da Juventude
Manuela d´Ávila incluiu no texto direitos para a comunidade LGBT e liberdade de credo.

O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, o Projeto de Lei 4529/04, que institui o Estatuto da Juventude, com princípios e diretrizes para o Poder Público criar e organizar políticas para essa idade, considerada pelo texto como a faixa de 15 a 29 anos. A matéria, aprovada na forma de um substitutivo, será enviada para análise do Senado.

A autoria do projeto é da comissão especial de políticas públicas para a juventude. No acordo feito antes da votação, a relatora Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) ajustou o texto sobre a inclusão de temas relacionados à sexualidade nos currículos escolares.

A relatora manteve o combate a todas as formas de discriminação, assim como o respeito às crenças. “Pela primeira vez, produzimos um acordo que garante os direitos para a comunidade LGBT e também a liberdade de credo tão aclamada e exigida pelos evangélicos. Agradeço a todos os deputados que participaram da construção desse acordo”, disse a relatora.

Transporte
Outro ponto alterado se refere ao transporte de estudantes. Em vez de prever o direito ao transporte gratuito, o texto aprovado diz que os programas suplementares de transporte escolar serão progressivamente estendidos aos jovens estudantes de todos os níveis educacionais, no campo e na cidade.

Já o desconto de 50% nas passagens intermunicipais e interestaduais deverá obedecer às legislações federal, estaduais e municipais. Nos dois casos, os recursos para o subsídio deverão ser suportados, preferencialmente, com dotações orçamentárias específicas.

Para melhorar o ensino, Manuela d´Ávila incluiu como prioridade do Poder Público a universalização da educação em tempo integral.

O presidente da Câmara, Marco Maia, elogiou a aprovação do estatuto, que já tramita há mais de sete anos na Casa. Para ele, haverá um avanço no tratamento que o Brasil deve dar à juventude nos próximos anos. Ele ressaltou que a proposta estabelece políticas claras e concretas de atuação das entidades públicas.

O deputado Domingos Neto (PSB-CE), que é presidente da Frente Parlamentar da Juventude, destacou o acordo feito com a Frente Parlamentar Evangélica que permitiu a aprovação do projeto. “Tivemos a oportunidade de, depois de sete anos tramitando nesta Casa, ver o extraordinário trabalho da deputada Manuela d’Ávila que, em conjunto com a Frente Parlamentar da Juventude, conseguiu uma vitória histórica para o País”, afirmou.

Bebidas
Em seu substitutivo, Manuela d´Ávila também atendeu a apelo do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) para manter no texto a proibição de propagandas de bebidas com qualquer teor alcoólico quando esta tiver a participação de jovem menor de 18 anos.

Esse tópico faz parte dos direitos de atenção à saúde, cuja política deverá ter como uma das diretrizes a garantia de inclusão do tema no currículo escolar.

Entre os assuntos que deverão ser tratados pelos professores, destacam-se os relativos ao consumo de álcool, drogas, às doenças sexualmente transmissíveis, ao planejamento familiar e ao impacto da gravidez, seja planejada ou não.

Quanto ao desporto, o texto determina que as escolas com mais de 200 alunos, ou conjunto de escolas que agreguem esse número, deverão buscar um local apropriado para a prática de atividades poliesportivas.

A deputada Manuela, na época do debate na comissão especial, abriu uma comunidade virtual no e-Democracia para receber contribuições da sociedade. Algumas delas foram acatadas e acrescentadas ao texto do substitutivo aprovado no Plenário.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/

Paulo Freire, presente!

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do “vanguardismo” dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial[1], tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante; o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado.


Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire, Dona Tudinha, Paulo teve uma irmã, Stela, e dois irmãos, Armando e Temístocles.

Biografia

A irmã Stela foi professora primária do Estado. Armando, funcionário da Prefeitura da Cidade do Recife, abandonou os estudos aos 18 anos, não chegou a concluir o curso ginasial. Temístocles entrou para o Exército. Aos dois, Paulo agradece emocionado, em uma de suas entrevistas a Edson Passetti, pois começaram a trabalhar muito jovens, para ajudar na manutenção da casa e possibilitar que Paulo continuasse estudando.

Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.

O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico.[carece de fontes] Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

 

Primeiros trabalhos

Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em 1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho.

Em 1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da Teologia da Libertação.

Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, no mesmo ano [2], realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os “círculos de cultura“) pelo País.

Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual concorrera, em 1959, à cadeira de História e Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.

O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em várias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970) e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire[carece de fontes], ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.

Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Genebra, na Suíça, trabalhando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas. Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.

Com a Anistia em 1979 Freire pôde retornar ao Brasil, mas só o fez em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT venceu as eleições municipais paulistanas de 1988, iniciando-se a gestão de Luiza Erundina (19891993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA – Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo.

Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo, conhecida pelo apelido “Nita”, que além de conhecida desde a infância era sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.

Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire, para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação brasileira e mundial.

Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações em uma operação de desobstrução de artérias.

A Justiça Federal, no Fórum Mundial de Educação Profissional de 2009, realizado em Brasília, fez o pedido de perdão post mortem à viúva e à família do educador, assumindo o pagamento de “reparação econômica”[1].

A Pedagogia da Libertação

Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).

No entanto, a obra de Paulo Freire não se limita a esses campos, tendo eventualmente alcance mais amplo, pelo menos para a tradição de educação marxista, que incorpora o conceito básico de que não existe educação neutra. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um ato político.

Obras

  • 1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco).
  • 1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p.
  • 1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma.
  • 1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p).
  • 1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p.
  • 1970: Pedagogia do oprimido. New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.).
  • 1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p.
  • 1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).
  • 1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.
  • 1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p.
  • 1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola.
  • 1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p.
  • 1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.
  • 1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p.
  • 1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
  • 1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
  • 1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo).
  • 1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).
  • 1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p.
  • 1983: Cultura popular, educação popular.
  • 1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição
  • 1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus.
  • 1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19).
  • 1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes.
  • 1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes.
  • 1990: Conversando com educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva.
  • 1990: Alfabetização – Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
  • 1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p.
  • 1991: A Importância do Ato de Ler – em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora & Autores Associados, 1991. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo, v 4)- 80 p.
  • 1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.
  • 1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d’água. (6 ed. 1995), 127 p.
  • 1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p.
  • 1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p.
  • 1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição.
  • 1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d’água, 120 p.
  • 1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez.
  • 1996: Medo e ousadia. Prefácio de Ana Maria Saul; Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição.
  • 1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
  • 2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.

Bibliografia sobre Paulo Freire

  • BARRETO, Vera. Paulo Freire para educadores. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.
  • BEISIEGEL, Celso de Rui. Política e educação popular. São Paulo: Ática, 1982.
  • BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é método Paulo Freire. São Paulo: Brasiliense, 1981 (14ª ed, 1988), 113 p. – (Coleção Primeiros Passos). Estudo pormenorizado da aplicabilidade do sistema Paulo Freire de alfabetização.
  • BRANDÃO, Carlos Rodrigues (editor). O que é método Paulo Freire. São Paulo, Brasiliense, 1981.
  • CABRAL, G. Paulo Freire e justiça social. Petrópolis: Vozes, 1984. Obra que ressalta, no pensamento de Freire, a questão de uma ordem social justa e fraterna.
  • CANAVIEIRA, Manuel (Org.). Alfabetização: caminho para a liberdade. Lisboa: Edições BASE, 1977, 86 p. Expõe e comenta o sistema Paulo Freire de alfabetização e considera-o como uma ação pedagógica conscientizadora.
  • CUNHA, Diana A. As utopias na educação; ensaios sobre as propostas de Paulo Freire. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985, 79 p. (2 ed. 1989, Educação e Comunicação,v. 14).
  • DAMASCENO, Alberto; ARELARO, Lisete Regina Gomes; FREIRE, Paulo. Educação como ato político partidário. 2.ed., São Paulo: Cortez, 1989. 247 p.
  • DAMKE, Ilda Righi. O processo do conhecimento na pedagogia da libertação: as idéias de Freire, Fiori e Dussel. Petrópolis: Vozes, 1995, 165 p.
  • FREIRE, ANA MARIA ARAUJO. Paulo Freire: uma história de vida. Indaiatuba: Villa das Letras, 2006. Biografia completa de Paulo Freire, escrita por sua viúva.
  • GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo, Scipione, 1989.(2.ed. 1991). 175 p.
  • GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1989.
  • ___________ (org.). Paulo Freire: uma bibliografia. São Paulo: Cortez, 1996.
  • ___________, Peter McLaren e Peter Leonard (org.). Paulo Freire: poder, desejo e memórias da libertação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
  • JORGE, J. Simões. A Ideologia de Paulo Freire. São Paulo: Loyola, 1979.
  • HERNÁNDEZ, Isabel. Educação e sociedade indígena; uma aplicação bilíngue do método Paulo Freire. São Paulo: Cortez, 1981, 114 p.
  • HUMBERT, Colette. Conscientização: a experiência e a investigação de Paulo Freire. Lisboa: Moraes, 1977, 180 p.
  • JANNUZZI, Gilberta S. Martino. Confronto pedagógico: Paulo Freire e Mobral, 1979, 111 p. São Paulo,Cortez & Moraes. (3 ed., 1987 pela Cortez/Autores Associados-(Coleção Educação Contemporânea).
  • JORGE, J. Simões. A ideologia de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 87 p. (2 ed., 1981).
  • _____________.Sem ódio nem violência: a perspectiva da liberdade segundo Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 89p. (2 ed., 1981).
  • _____________.Educação crítica e seu método. São Paulo, Loyola, 1979, 110 p.
  • _____________.Libertação, uma alienação? A metodologia antropológica de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 97 p.
  • MACKIE, Robert (Editor).Comunicação e cultura: as idéias de Paulo Freire. Tradução de Paulo Kramer. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981, 167 p.
  • MAFRA, Jason Ferreira. A conectividade radical como princípio e prática da educação em Paulo Freire. 2007. Tese (Doutorado em educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2007. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-30052007-110510/>.
  • MANFREDI, Sílvia Maria. Política e educação popular (experiências de alfabetização no Brasil com o método Paulo Freire – 1960-1964). São Paulo, Cortez/Autores Associados, 1981, 156 p.
  • MONTEIRO, Agostinho dos Reis. A educação, acto político. Lisboa, Livros Horizontes, 1976.
  • MOURA, Manuel. O pensamento de Paulo Freire; uma revolução na educação. Lisboa: Multinova, 1978, 150 p.
  • MONCLÚS, Antonio. Pedagogia de la contradicción: Paulo Freire. Barcelona: Anthropos, 1988.
  • PAIVA, Vanilda Pereira. Paulo Freire e o nacionalismo-desenvolvimentista. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980, 208 p. (Coleção Educação e Transformação, v.3) (Boletim CEDOC, pg.89
  • POEL, Maria Salete van der. Alfabetização de adultos: sistema Paulo Freire: estudo de caso num presídio. Petrópolis: Vozes, 1981, 224 p.
  • SAUL, Ana Maria (org.). Paulo Freire e a formação de educadores: múltiplos olhares. São Paulo, Articulação Universidade/Escola, 2000.
  • SCHMIED-KOWARZIK, Wolfdietrich. “A dialética do diálogo libertador de Freire”. In: Pedagogia dialética: de Aristóteles a Paulo Freire. São Paulo, Brasiliense, 1983, p. 68-80.
  • SCOCUGLIA, Afonso Celso. A história das idéias de Paulo Freire e a atual crise de paradigmas. João Pessoa, Editora Universitária, 1999.
  • SCHELLING, Vivian. A presença do povo na cultura brasileira: ensaio sobre o pesamento de Mário de Andrade e Paulo Freire. Tradução: Federico Carotti. Campinas, Ed. Unicamp, 1990, 421 p.
  • SCHUSTER, Eva. Comunicação e cultura: as idéias de Paulo Freire. Tradução de Paulo Kramer. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981, 167 p.
  • VANNUCCHI, Aldo (Org.). Paulo Freire ao vivo. São Paulo, Loyola, 1983. (Coleção EDUC-Ação).
  • TORRES, Carlos Alberto. Leitura crítica de Paulo Freire. São Paulo: Loyola, 1981.
  • _____________. Pedagogia da luta: da pedagogia do oprimido à escola pública popular. Campinas: Papirus, 1997.
  • TORRES, Rosa Maria. Educação Popular: um encontro com Paulo Freire. São Paulo: Loyola, 1987.

Notas e referências

  1. NOVA ESCOLA – REPORTAGEM – Paulo Freire – O mentor da educação para a consciência
  2. “Paulo Freire, Cidadão Brasileiro”

Ver também

Pensamentos

‘A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda’.
‘Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão’
‘Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda’.
‘Não há vida sem correção, sem retificação’.
‘A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém’.

Quase um milhão de pessoas pela educação pública no Chile – 21/08/2011

11 de agosto: Dia do estudante!

No dia do estudante, 11 de agosto: história, memória.

No dia do estudante: luta pela educação pública, gratuita e de qualidade para tod@s.

No dia do estudante: arte nas escolas para 'arrancar alegrias do futuro'.

No dia do estudante: dignidade.

”]

No dia do estudante: produzir conhecimento e não apenas receber.

No dia do estudante: questionar toda e qualquer autoridade sem legitimidade.

No dia do estudante: 'Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo' Paulo Freire.

No dia do estudante: felicidade que se carrega.

No dia do Estudante: 'Estudar não é fácil, por que estudar é CRIAR E RECRIAR e não repetir o que os outros dizem' Paulo Freire. Foto: João Laet

Camila Vallejo: o rosto e a voz da nova geração política chilena

30/07/2011 | Victor Farinelli | Santiago

Ela nasceu num Chile que exigia mudanças, cinco meses antes do plebiscito (abril de 1988) que marcou o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Aos 23 anos, a estudante universitária diz sentir que sua geração desperta politicamente sem crer que a atual democracia representa os interesses da maioria. E, em busca de um modelo mais amplo e representativo, a futura geógrafa – lembrada pelo caminhar cheio de certezas e a já conhecida argola no nariz – delineia as coordenadas do primeiro movimento político formado por chilenos que eram jovens demais nos anos de repressão.

Arquivo FECH


Camila diz que por ser mulher precisou “aguentar coisas que colegas homens jamais precisaram”

Camila Vallejo Dowling, filha de Reinaldo Vallejo e Mariela Dowling – membros do Partido Comunista perseguidos na ditadura –, se destaca como uma das principais líderes da CONFECH (Confederação dos Estudantes do Chile), órgão recém criado para congregar as diversas federações estudantis responsáveis pela chamada “primavera estudantil chilena” e quer alimentar um movimento social que, segundo ela, já ultrapassou o âmbito meramente educacional.

Após realizar três megamanifestações em frente ao Palácio de La Moneda – a maioria com mais de 150 mil pessoas em Santiago – Camila se tornou a primeira figura política de destaque nacional de uma geração que era considerada apolítica e desinteressada, qualificações rejeitadas por ela. “A ditadura gerou um grande contingente de jovens apolíticos, educado através do medo, mas os que se manifestam hoje são outros. Após aquela geração, surgiu uma juventude muito forte, ainda que inexperiente. Ela é mais crítica e quer recuperar a política com ideias mais amplas; quer outra democracia”, afirma a militante, dona de um olhar reto, direto, frequentemente confundido com braveza.

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Camila preside a FECH (Federação dos Estudantes da Universidad de Chile). Quando os estudantes de diferentes federações estudantis reuniram sua indignação e criaram a CONFECH, em maio deste ano, ela rapidamente se impôs como porta-voz e foi o rosto das primeiras marchas e manifestações realizadas pelo movimento, que combate o lucro nas instituições educacionais chilenas e pede o retorno da educação pública gratuita e de qualidade. Isso porque, no Chile, escolas e universidades chamadas públicas cobram mensalidades.

Uma “primavera” que floresceu num dos outonos mais frios do país nos últimos anos. A temperatura já flertava com os graus negativos no começo do mês de maio quando o atraso nas bolsas de estudos concedidas pelo Ministério da Educação terminou com a paciência de milhares de pais e estudantes ao longo do país.

Arquivo FECH

Uma das manifestações reproduziu a coreografia de “Thriller”, de Michael Jackson

Foi quando Camila e a CONFECH se tornaram protagonistas e os estudantes incrementaram as marchas e protestos bem humorados, com “beijaços” e coreografias em grupos. Eventos que conseguiram derrubar o ministro Joaquín Lavín e contribuíram para a queda da popularidade do presidente Sebastián Piñera, além de mudar a percepção da sociedade sobre a politização dos jovens no país. Segundo o Servel (Serviço Eleitoral do Chile), o número de inscritos para as eleições dentro da faixa etária entre 20 e 30 anos variou negativamente nos últimos cinco anos.

No entanto, os que se manifestam não encontram espaço na política devido ao sistema eleitoral — binominal –, que favorece a continuidade e dificulta a renovação geracional.  Para Camila, os governantes chilenos têm facilidade para corromper a democracia real, “mas os novos espaços de participação popular estão sendo criados, nas redes sociais, por exemplo, e no fim, essa geração que está criando espaços vai fazer com que as barreiras geracionais acabem sendo derrubadas pelo próprio peso.”

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Machismo

Após os primeiros atos, os meios de comunicação apontaram os holofotes sobre Camila, mas frequentemente destacando sua beleza física, em detrimento das qualidades intelectuais. “Tive de aguentar coisas que colegas homens jamais tiveram de enfrentar”, diz, para depois destacar que o impacto do movimento na sociedade relegou esse rótulo machista sobre as mulheres a um segundo plano: “Vejo isso com bons olhos”.

Ela comemora também a possibilidade de um maior intercâmbio político entre estudantes da região sul-americana. “Na medida em que os países fortalecerem a unidade regional, os movimentos estudantis também o farão. Pretendemos comparecer ao CLAE (Congresso Latinoamericano e Caribenho de Estudantes)”.

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Governo chileno assina decreto para redução de gasto de energia

Camila é militante do Partido Comunista, mas destaca que a confederação que representa agrega estudantes de diferentes vertentes políticas e que a disposição por mudanças no país é equivalente entre todos. “O nefasto desempenho das políticas educacionais da Concertação, que defendeu o modelo instaurado por Pinochet, ajudou a nossa causa a unir forças, e agora, com a direita de volta ao poder, querendo reforçar a privatização do sistema e o lucro das instuições, ficou mais fácil reunir pessoas insatisfeitas”, analisa.

Em um congresso estudantil realizado em Punta Arenas, no extremo sul do Chile, Camila e a CONFECH começaram a confeccionar o que denominaram “um Grande Acordo Social para a Educação”, em clara resposta ao GANE (Grande Acordo Nacional para a Educação) lançado há duas semanas por Piñera e recusado pelos estudantes. Segundo eles, ele legaliza o lucro e aprofunda o atual modelo de educação. “Pretendemos levar essas propostas ao Executivo e ao Legislativo. Vamos batalhar para que elas sejam aceitas nessas instâncias. Para isso também contamos com o apoio já observado pelos trabalhadores e pela sociedade em geral”, finalizou Camila.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br

Reflexões sobre educação com Rubem Alves

 

 

No momento em que a dor é inevitável, que a esperança seja uma escolha

Belíssima chamada veiculada no Canal Futura em homenagem às vítimas do incidente ocorrido no dia 7 de abril de 2011, na escola de Realengo, na Zona Oeste do Rio, onde um ex-aluno abriu fogo contra crianças e adolescentes:

Manifestação de estudantes pelo passe livre em Caxias

No último dia 22 de março, centenas de estudantes lotaram a Praça Humaitá, em Duque de Caxias, em manifestação pelo passe livre. Os estudantes reclamam da limitação do número de viagens por mês através do Rio Card. As atividades extra-classes, estágios e atividades culturais ficam de fora do passe.

Os estudantes prometem mais manifestações na cidade para pressionar os vereadores e o prefeito da cidade que, até o momento, estão insensíveis a causa dos alunos. A manifestação foi organizada pela AERJ – Associação dos Estudantes do Rio de Janeiro em parceria com vários grêmios estudantis.

Sobre o Haiti

Foto extraída do blog dos pesquisadores da Unicamp no Haiti - http://lacitadelle.wordpress.com/

Sugiro algumas páginas que abordam a tragédia daquele povo sob outra perspectiva; mais realista, humana, verdadeira e histórica. A despeito da grande mídia, como sempre, carniceiros de plantão, transformando a dor em espetáculo e distorcendo a realidade.

Este blog é de Pesquisadores da UNiCAMP no Haiti, que estão naquele país desde 29 de dezembro de 2009. Vale muito ler os escritos de quem está lá, no olho do furacão e com uma visão realista dos fatos: http://lacitadelle.wordpress.com/

“Os sinos dobram no meu aniversário”, texto do Ricardo Gondim: ‏http://bit.ly/8We6Di

Este artigo ja é mais aprofundado, com dados e abordagem bem interessante: “A militarização de emergência ao Haiti: trata-se de uma ajuda humanitária ou invasão?”: http://www.resistir.info/chossudovsky/haiti_15jan10.html

Campanha pelo fim da divída externa do Haiti: http://one.org/international/actnow/haiti/index.html?rc=haiticonfemail

Por fim, um artigo do jornalista Alberto Dines – “Solidariedade ao Haiti. Até quando?”: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=572IMQ012

Foto extraída do blog dos pesquisadores da Unicamp no Haiti - http://lacitadelle.wordpress.com/

Foto extraída do blog dos pesquisadores da Unicamp no Haiti - http://lacitadelle.wordpress.com/

Foto extraída do blog dos pesquisadores da Unicamp no Haiti - http://lacitadelle.wordpress.com/

Foto extraída do blog dos pesquisadores da Unicamp no Haiti - http://lacitadelle.wordpress.com/