Quando secar o rio da minha infância – Frei Tito

criancas brincando

Quando secar o rio da minha infância
secará toda dor.
Quando os regatos límpidos de meu ser secarem
minh’alma perderá sua força.
Buscarei, então, pastagens distantes
– lá onde o ódio não tem teto para repousar.
Ali erguerei uma tenda junto aos bosques.
Todas as tardes me deitarei na relva
e nos dias silenciosos, farei minha oração.
Meu eterno canto de amor:
expressão pura da minha mais profunda angústia.

Nos dias primaverís, colherei flores
para meu jardim da saudade.
Assim, externarei a lembrança de um passado sombrio.

Paris, 12/10/1972 – Frei Tito

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A DITADURA EM MIM, SEUS NÓS EM NÓS – Chico Alencar

 

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 “O passado não conhece o seu lugar: ele teima em aparecer no presente” (Mário Quintana, 1906/1994)

Todos somos originários de geração biológica e cultural, involuntária, não escolhida. Dou graças a Deus pela minha, sertaneja. Sou filho de um piauiense de Alto Longá, o velho ‘seu’ Alencar (1901/1963), jornalista e servidor do Ministério da Agricultura, e de ‘dona’ Nina, apelido de Jacintha (1914/2012), professora nascida em Santa Rosa de Viterbo, interior de São Paulo. Chegado ao mundo na metade do século passado, represento a transição do Brasil rural para o urbano: carioca da Tijuca, mas com raízes fundas na roça, no país dos grotões, do amanho da terra e da vida pacata das pequenas cidades, que até hoje me fascinam. É que meu pai, retirante da falta de perspectivas do Nordeste, “mala de couro forrado com pano forte, brim caqui” (Caetano Veloso), veio tentar a vida na então capital da República. E minha mãe, que o conheceu em férias numa “estação de águas”, como se dizia na época (em Araxá, Minas Gerais), topou a nova vida de casada longe de seu pequeno burgo, vindo para o Rio de Janeiro.

Todos temos uma geração histórica e política, biográfica, nem sempre escolhida, mas na qual podemos ter alguma interferência. Eduardo Galeano ensina: “somos o que fazemos e, sobretudo, o que fazemos para mudar o que somos”. Adolescente, minha consciência mais ampla do mundo, já órfão de pai, foi sendo forjada no período trevoso da Ditadura. Aluno do Colégio Marista São José, no antigo ginásio, a ‘estufa’ ideológica onde formei minha primeira percepção racional das coisas era conservadora. O temor da ‘República Sindicalista’ era proclamado por professores e pela própria instituição escolar, além das preocupações que ouvia no ambiente familiar.

É certo que a moldura cristã sempre impunha, também, um sentido de solidariedade e uma preocupação com os outros, sobretudo os ‘deserdados da sorte’. “Vidas secas” e outros livros de Graciliano Ramos (1892/1953) e José Lins do Rego (1901/1957), alguns deles com dedicatória a meu pai, traziam-me a desigualdade do país e a dor do mundo. Talvez isso tenha ajudado a que minha trajetória tenha sido semelhante a de muitos jovens da pequena burguesia urbana da época: de potencial reacionário a progressista.Ditadura

A figura política de proa, que me impressionava pela oratória e pela inteligência, embora eu não entendesse quase nada do que ele dizia, era Carlos Lacerda. Lembro-me de um único querido colega, Lucimar Brandão Guimarães, que tinha ideias de esquerda. Eu, intoxicado pela propaganda dominante na classe média, misturava tudo. Um dia, de brincadeira, escrevi no caderno de Lucimar (gostava de me sentar ao lado dele por sabê-lo de inteligência acima da média): “fora os nazistas!”. Ganhei do colega uma ‘aula’ explicando a diferença entre o nacional-socialismo de Hitler e o comunismo (de Stálin, vá lá…)

Lucimar foi um dos primeiros “amigos presos, sumidos assim, pra nunca mais” (Gilberto Gil), pelo regime que se implantou. Golpe militar, mas também com adesão de setores da sociedade civil. Foi este apoio que me levou, à época, a recortar e colar, desta vez no meu próprio caderno, a capa de um folheto especial da Seleções do Reader´s Digest, com a bandeira brasileira tremulando: “a Nação que se salvou a si mesma”. Em pouco tempo comecei a ficar intrigado com fatos obscuros: se a intervenção militar fora feita para ‘salvar a democracia’, por que todos os Atos Institucionais editados a partir dali restringiam as liberdades democráticas?

Em pouco tempo também aprendi que golpe, na política, é usar da força armada e tomar o poder, desrespeitando as regras do jogo, sem participação da maioria do povo. Revolução é diferente: embora ela quebre normas institucionalizadas, resulta de intensa e tensa presença popular. Não há revolução sem povo. Já o golpe se dá contra o povo e, em geral, sem que ele perceba bem o que está acontecendo. Foi com essa compreensão de menino curioso que comecei a transitar do universo conservador, da direita, para a visão igualitarista e a percepção das injustiças sistêmicas, da esquerda.

Maduro, graças à vida e aos livros, descobri que ao longo da nossa História tivemos muitos golpes e nenhuma revolução, no sentido pleno do termo. A História brasileira é de uma recorrente ‘transição intransitiva’, desde o (des)cobrimento, que para os povos nativos significou o início de sua dizimação. Nossa independência foi liderada por um príncipe português, e seu caráter de não-ruptura é verificável até na famosa frase que D. João VI. Às vésperas de regressar para sua terrinha, ele teria dito a seu filho: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que há de me de respeitar, do que para qualquer desses aventureiros”. O conselho do rei luso de regresso aludia aos republicanos revolucionários de ‘nuestra America’. Nossa República foi proclamada tardiamente por um admirador de D. Pedro II e o ‘governo do povo’ que se seguiu era o do pacto oligárquico. A chamada Revolução de 1930 foi feita “antes que o povo a fizesse”, no dizer do presidente da província de Minas, Antonio Carlos. O Estado Novo de 1937, suprimindo a ordem constitucional instaurada três anos antes, inspirava-se na experiência totalitária dos regimes em ascensão da época, na Alemanha, Itália, Portugal e, depois, Espanha.

O golpe de 1ª de abril de 1964 – e não “Revolução Redentora de 31 de março” – nunca se assumiu como tal: na versão oficial, objetivava “salvar a democracia e livrar o país da corrupção”. O golpe civil-militar, com apoio direto dos EUA, como fartamente documentado, foi o último? Tomara, por todos os séculos vindouros.

Estou entre os que consideram que o único legado proveitoso da Ditadura foi a consolidação, pelos que a ela resistiram e para as gerações que não a sofreram, dos valores da cultura democrática radical: supressão das liberdades, censura, prisões políticas e morte nunca mais! Ditadura, tanto quanto seu subproduto, a tortura, nunca mais! Democracia pede mais democracia: participativa, ampliada, de alta intensidade, direta, real, substantiva. Bem mais que essa formal e banal que temos, das eleições bienais marcadas pela influência do poder econômico. Mas, com todas as suas limitações, ela é bem melhor que a Ditadura. Os jovens precisam conhecer essa quadra de truculência, para repudiá-la sempre.

ditadura nunca mais

Espanta esse meio século do golpe, espantamo-nos os sexagenários com a multidão que sequer era nascida quando dos comícios das “Diretas Já!”: passa o tempo, que tudo engole com sua boca devoradora. Mas não a nossa memória, que devemos preservar e cultivar. Há meio século – quem diria?! –, em um Primeiro de Abril duramente verdadeiro, o presidente João Goulart, que assumira há menos de três anos no lugar do renunciante Jânio Quadros, foi deposto por um movimento militar estimulado por “Marchas da Família” e apoiado pelos governadores dos três principais estados, Magalhães Pinto (MG), Lacerda (GB) e Ademar de Barros (SP), além da atenta supervisão do Departamento de Estado norte-americano, de prontidão para assegurar o êxito da operação. Por isso se diz, corretamente, que a intervenção de deposição do presidente Jango foi um golpe civil-militar. As reformas de base, os direitos dos pobres, a liberdade artística, a soberania nacional sofreram um violento ataque.

O governo dos EUA acantonara navios de guerra no nosso litoral – como previa a “Operação Brother Sam” – e os golpistas iniciaram um longo domínio sobre o país. Os generais eram impostos sob a farsa das ‘eleições indiretas’ em um Congresso castrado. E assim assumiram o posto máximo da Nação os ‘cinco estrelas’ Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo, com um breve intervalo de continuidade, gerido pela ‘troika’ de uma Junta composta pelos três ministros militares. Como me ensinou um antigo aluno do ensino médio (então 2º grau), o jornalista Luís Erlanger, em momento de aula em que eu, supondo-me sob espionagem, gaguejava para caracterizar essa nossa etapa histórica, iniciou-se um “período composto por subordinação” (a sagacidade do jovem salvou o professor de História, que não podia falar em Ditadura Militar naqueles anos de chumbo…) .

Antes de ser professor, fui aluno não apenas do Colégio Marista, mas do Pedro II e do Aplicação da então UEG, depois UERJ, quando o estado da Guanabara deixou de existir, também por imposição do Estado de Exceção. No Pedro II, ao participar de uma passeata contra o regime, em 1966, dois anos depois do golpe, fui preso na Praça Tiradentes, ainda menor de idade. Nada de muito pesado: apenas uma noite, com dezenas de outros jovens, na estrebaria do Quartel da Polícia Militar, no centro do Rio. E o (in)devido ‘fichamento’, que me dava dor de cabeça nos concursos públicos em que tinha êxito, pois o famigerado atestado ideológico exigido para a efetivação custava a sair…

No CAP, reabrimos o Grêmio Estudantil e vivemos a ebulição de 1968. É viva a lembrança do dia 28 de março daquele ano, quando o estudante Edson Luís, 18 anos, foi morto pela Polícia Militar, ao participar de manifestação por melhor qualidade da refeição no Restaurante estudantil Calabouço. Fui direto para a Cinelândia e, emocionado, arranquei uma folha do meu diário e estampei, diante do corpo de Edson, no saguão do Palácio Pedro Ernesto, minha manuscrita indignação: “Ditadura mata!”. A “Passeata dos Cem Mil”, em junho, foi uma catarse. No ano seguinte, já em plena vigência do AI-5, “o golpe dentro do golpe”, o Grêmio foi fechado e eu, seu presidente, junto com outros membros da diretoria, como Cecília Leal de Oliveira, Ricardo Menezes e Claudio Smith, entre outros, recebemos o ‘bilhete azul’: se não procurássemos outra escola, as penas do Decreto 477 cairiam sobre nós, impedindo-nos de estudar durante três anos! O Colégio Israelita Brasileiro Scholem Aleichem, também na Tijuca, dirigido pelo judeu ‘comunista’ Moisés Genes, nos acolheu.

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Fui e sou aluno, como todos, da escola da vida – de padrão tão fascinante que, nela, ninguém fica na expectativa de ter férias… Ela me ensinou e ensina demais. Naquele período, as lições mais proveitosas vieram da Juventude Estudantil Católica, que procurava aproximar fé e vida, seguimento do Evangelho de Jesus Cristo e política. Ainda no governo de Castelo Branco, lá estava eu participando de meu primeiro encontro, orientado pelo padre Eduardo Koaik, falecido em 2012, como bispo emérito de Piracicaba (SP). Nosso livro de cabeceira era de um sacerdote e escritor francês, Michel Quoist (1918/1997): “Construir o homem e o mundo”. As edições mensais da Revista Paz e Terra, similar brasileira da francesa Esprit (da esquerda católica de lá), eram aguardadas com ansiedade intelectual quase mística, bem como o jornal “Folha da Semana”, editado por Otto Maria Carpeaux (1900/1978), antecessor do “Opinião”, “Movimento” e “Pasquim”, para o qual cheguei, mais tarde, já formado, a colaborar, com artigos sobre episódios tragicômicos da nossa História.

Através da JEC conheci muita gente bacana. E fui percebendo com mais clareza a força destruidora do regime de arbítrio e opressão. Daria para escrever um livro inteiro com histórias de amigos queridos que foram destruídos psicologicamente e/ou sequestrados, torturados e mortos. Além de Lucimar, Antonio Marcos de Oliveira e seu irmão Januário, Maurício Guilherme da Silveira, Luiz Raimundo de Carvalho, Antonio Carlos Morari – todos parceiros de copo e de cruz, de confidências sobre desilusões amorosas, expectativas futebolísticas e delírios de um novo mundo fraterno e solidário.

A perda mais violenta e marcante foi a do amigo Antonio Henrique Pereira Neto, padre e psicólogo, assessor de d. Helder Câmara (1909/1999), então arcebispo de Olinda e Recife – o “bispo vermelho”, segundo os militares, por quem torcíamos para que ganhasse o Prêmio Nobel da Paz (para o qual foi cogitado algumas vezes, com muita razão). Henrique, como o chamávamos, era a alegria em pessoa. Cáustico, nunca usava batina, e brincava quando, passeando pelo Rio conosco, cruzávamos com freiras de longos hábitos.

– Quantas minissaias daria pra fazer com esse pano, irmã!”, provocava Henrique. Algumas sorriam, mas a maioria, lembro bem, franzia o cenho e acelerava o passo para se livrar daquele ‘herege’. Henrique também tinha uma forma peculiar de responder ao corriqueiro “como vai” dos amigos: “- Vivendo, acha pouco?”, dizia.

Não era pouco mesmo. Tragicamente sua existência foi breve demais. Em 1969, aos 28 anos, ele foi torturado, enforcado, baleado com três tiros na cabeça e um na garganta, arrastado e esquartejado pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC), quando saía da Faculdade onde lecionava, no Recife. Os trucidadores, amparados pelo sistema e pelo véu espúrio de uma interpretação equívoca da Lei de Anistia, ainda não foram plenamente identificados. Lembro-me, como se fosse hoje, da comovente missa em memória de Henrique, na Igreja de Santana, na Praça XI, no Rio. Repleta de jovens (e de agentes do regime, vigilantes), concelebrada por muitos padres, o canto final ecoava como um grito de denúncia contra a barbárie da Ditadura. E aviso profético de que o sangue derramado por nossos mártires não seria em vão: “Prova de amor maior não há/ que doar a vida pelo irmão!”

Pe. Antônio Henrique

A tragédia de Henrique e de tantos outros que iam sendo trucidados fez parecer ‘amenidade’ os embaraços que o regime impôs ao estudante universitário, ao enviar um agente espião para acompanhar as aulas na Universidade Federal Fluminense (UFF), e que me dedicou especial ‘amizade’ para, na verdade, mapear os trabalhos da igreja e da VAR (Vanguarda Armada Revolucionária) Palmares – da qual fui considerado base de apoio logístico, como soube muito depois. Nesse disfarce, o agente infiltrado, que vivo procurando até hoje, disse que foi até “conhecer o belo trabalho pastoral da diocese de Olinda e Recife”!

Também assimilei como quase ‘normal’ a exigência ao professor aprovado no concurso público para lecionar no estado, que precisou adiar sua posse por sucessivos meses até conseguir o ‘atestado de bons antecedentes’ no Departamento de Ordem Política e Social, o famigerado DOPS. Sim, depois de ser sabatinado pelo temido inspetor Mário Borges. Sua total ignorância da História permitiu que eu o enrolasse com teorias a ponto dele, suponho, me considerar um educador prolixo e inofensivo, mais sub-ser-vivo que subversivo, mais para os irmãos Marx (que ele também desconhecia) que para o velho Marx… Afinal, o ‘atestado ideológico’ saiu para que eu pudesse exercer o ‘perigoso’ ofício de professor. Um ‘nada consta’ benevolente: minha breve história de vida, mesmo com pequeno potencial ofensivo, já estava devidamente registrada, e dela constavam muitos apontamentos, com ilustrações que iam dos cartazes na sala do grêmio do CAP à palestras que dei em Nova Iguaçu, nas igrejas da diocese de D. Adriano Hipólito (1918/1996), outro ‘bispo vermelho’. Na minha ficha também há menções à atuação no movimento de moradores, já na dita ‘abertura’ – eufemismo para classificar a transição controlada, pelo alto, intransitiva, do regime de força para esta nossa embrionária democracia. Soube disso quando os arquivos do regime foram, enfim, abertos.

historia-da-sociedade-brasileira-franciso-alencar-luciaToda ditadura, quanto mais tirana seja, mais burra é. Foi a experiência de estupidez persecutória da ciência da História que me instigou a escrever, com Marcus Venício Ribeiro e Lúcia Carpi, o livro que se tornou quase ‘clássico’ do ensino médio e das séries iniciais de algumas faculdades, o ‘História da Sociedade Brasileira’ – também ele alvo de ‘recomendações’ de não adoção, pelo conteúdo ‘estimulador da luta de classes’, segundo autoritários e conservadores de todo o tipo.

O poder não era só militar, repressão pura e dura a quem divergisse. Ergueu-se um bloco baseado nas empresas multinacionais, que tiveram sua vida aqui enormemente facilitada; nas estatais, que garantiam preços subsidiados para os investimentos privados; numa burocracia político-administrativa que carimbava e vigiava; e numa produção do imaginário social, através dos controlados grandes meios de comunicação de massa, que exaltava ufanisticamente o ‘Brasil Grande’, o ‘país que vai pra frente’. A vida política ficou restrita ao bipartidarismo de ficção, com o partido do sim, o MDB, e o do sim senhor, a ARENA. É verdade que, para efeito externo, o MDB era oposição. Mas ai dos emedebistas que se “excedessem” no discurso: eram cassados, isto é, deixavam de exercer seus mandatos parlamentares por decisão do general de plantão. Página infeliz da nossa História!

E “passagem desbotada na memória de nossas novas gerações”, para seguir citando Chico Buarque e Francis Hime. Eles e muitos outros jovens de então, entre os quais me incluo, fomos formados nesse ambiente de repressão, censura e tortura. Os que “partiram fora do combinado”, tão precocemente, estão num cantinho sofrido da nossa memória, por terem revivido em suas breves existências a paixão e morte de Cristo. A mesma de tantas vítimas da resistência indígena, negra e popular no Brasil: nossos mártires. Nós sobrevivemos e superamos o medo, ainda que pagando com expulsão das escolas, prisão e exílio.

Outra escola da vida, de cujo ‘diploma’ muito me orgulho, foi o movimento comunitário, das Associações de Moradores. Sua pujança se deu já no declínio do regime, acompanhando os movimentos que clamavam por liberdades democráticas. Os ideólogos do autoritarismo deviam ficar atazanados: empurrados para dentro de suas casas, para ‘tocar sua vida’ privada, os cidadãos resgatavam a dimensão da vizinhança e da luta comum por equipamentos urbanos coletivos e políticas públicas adequadas de educação, saúde, saneamento básico, transportes, moradia. A Federação das Associações de Moradores do Rio de Janeiro (FAMERJ), que também presidi, foi minha ‘universidade’ social e política. Ali se aprendia – como nas associações de moradores, até hoje – que nenhuma iniciativa governamental tem valor e enraizamento se não passar pelo crivo participativo dos seus usuários ou beneficiários. “Nada sobre nós, sem nós!” – o lema dos deficientes hoje vale, há tempos, para a cidadania em geral.

Tudo isso é passado e, às vezes, nem parece que éramos nós mesmos os protagonistas (melhor dizer os antagonistas) daqueles tristes momentos. Mas a cultura da aceitação, da passividade, do imobilismo que o golpe de 64 impôs ainda tem força no Brasil de hoje: o individualismo vale mais que os movimentos, a ditadura do consumo sufoca a criatividade, o capital financeiro continua decidindo nosso destino como nação, ter consciência política não é para as pessoas comuns e sim para os “entendidos”, na sociedade do espetáculo há mais “cidadania do aplauso” do que ativa e participativa. Millôr Fernandes (1923-2012), outro que colocou a força dos argumentos e da inteligência contra o argumento da força e da imbecilidade do poder, dizia que “cidadão neste país em que não há qualquer cidadania passou a significar só… cidade grande!”

Aos 25 anos da Constituição cidadã, ainda não se horizontalizou a cidadania no Brasil, e muitos dos seus artigos não desceram do papel para a realidade… Alguém já disse que, no Brasil, cumprir a lei é revolucionário.ditadura 3

Quem não se lembra do passado corre o risco de revivê-lo. Revisitar acontecimentos históricos é reinterpretrá-los, agregando em sua leitura os novos conhecimentos que adquirimos. “A história não é um campo de exatidões (…) As releituras são sempre positivas, porém devem ser rigorosas e a veracidade – não “a verdade” – testada e arguida”, lembra meu ex-aluno Francisco Carlos Teixeira da Silva, hoje renomado professor-doutor. A História é uma ciência aberta, sempre passível de novas análises. Há, porém, a permanência de valores que atravessam a trajetória da Humanidade, por serem fios condutores de avanços, em meio a sombras e luzes, passos adiante e retrocessos. Nada é linear, tudo é dialético.

No aniversário de meio século do golpe, assumo as palavras do amigo compositor Fernando Brant, que reagiu à ruptura política e institucional com a sensibilidade dos que são vocacionados à grandeza e dignidade humanas’: “os acontecimentos daqueles dias ainda estão claros na memória. Fechado no escuro do quarto, querendo fugir do mundo que me chegava pelo rádio, eu, pouco mais que um menino, chorava, como se fosse morte a viagem-fuga do Presidente Jango. Os anos passados, a maturidade e a visão diária da injustiça e do ódio, da opressão, da mentira e do medo me levam, agora, adulto, em nome da verdade e da História, a reafirmar o menino: as lágrimas derramadas em 64 continuam justas.”

*Chico Alencar é professor de História e deputado federal (PSOL/RJ)

Texto revisto e concluído em 31 de março de 2014

30 de abril: Dia da Baixada Fluminense!

Um viva a Baixada Fluminense!
30 de Abril, #DiadaBaixadaFluminense

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FIQUE LIGADO!
Dia 12 de Maio, sábado, acontece no Sindiquímica, em Duque de Caxias, o CURSO SOBRE A HISTÓRIA DE DUQUE DE CAXIAS. “CONHECENDO NOSSA CIDADE.”

Informe-se: caxiasdecaranova@gmail.com

Duque de Caxias: 68 anos de emancipação.

Hoje, 31 de dezembro, é o aniversário de nossa cidade, Duque de Caxias, que completa 68 anos de emancipação e com uma história que vai muito além desse período.

Emancipação, segundo o dicionário Aurélio, significa: 1. Eximir-se do pátrio poder ou da tutela. 2. Tornar-se independente, libertar-se

O meu desejo é que o sol da justiça brilhe sobre essa terra, onde a riqueza é mal dividida pelas suas sucessivas más administrações.

O meu desejo é que a qualidade de vida seja o principal indicador e norte para prefeitos, vereadores, funcionários públicos, educadores, estudantes e para a população como um todo.

O meu desejo é que nosso povo se torne cidadão, com maior participação na nossa política local. Não apenas com interesses pequenos e individualistas, mas com grandeza e nobreza de pensar no bem comum, de eleger pessoas comprometidas com a justiça, com as boas lutas do povo e fiscalizar o mandato dos eleitos. Que o analfabetismo político, pai de boa parte de nossas mazelas sociais, seja erradicado. Que nossa zona de conforto seja rompida pela esperança de gerir o novo. Pois, sem participação popular não haverá nenhuma das transformações acima descritas.

O meu desejo é que todos esses desejos, e muitos outros, sejam não apenas meu, mas, sobretudo, nosso desejo.

Vamos juntos tornar esses desejos realidade e que Deus nos abençoe. Um 2012 com muita alegria, solidariedade, dignidade, justiça e paz!

Fabio Pereira

Liberdade no capitalismo?

 

Meu pé de manjericão

A música perdeu seus elementos espirituais. O poder da música deixou de ser o espírito para ser o entretenimento. A música conduz a outros planos e os músicos de hoje não percebem o esse poder. Isso tem a ver com o coração das pessoas. Estão cada dia mais duras, ligadas ao dinheiro. A tecnologia também atrapalha. A maneira como ouvimos música hoje, no MP3, no iPod, nos torna impacientes, incapazes de apreciar. Não compramos um álbum e, com reverência, nos dedicamos a escutá-lo. A música hoje serve apenas como trilha sonora de fundo. E nada mais.
Bobby McFerrin

Enquanto o tempo/Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora/Vou na valsa
A vida é tão rara…
Lenine

por Helena Beatriz Pacitti

Nos fundos do jardim do luxuoso Grand Hotel de Macnak Island, ao norte de Michigan, há uma pequena horta de temperos. Fileiras de manjericão, sálvia, hortelã, salsinha e pimentas se alinham em paralelas na terra escura da ilha, exalando um aroma delicioso. Longe de fazer parte das atrações turísticas locais,  a horta serve para abastecer de condimentos a cozinha do famoso Main Dining Room.

Ao voltarmos do passeio, compramos no supermercado perto de casa um vasinho de manjericão. O vaso vinha com instruções na etiqueta: ‘molhar uma vez ao dia e deixar em local iluminado’. Facílimo.

Por 2 dias o manjericão continuou viçoso e feliz.   Então esquecemos de colocá-lo sob a luz, ele encurvou.  Depois molhamos demais e depois, de menos. Tiramos umas folhas com tesoura para temperarmos o spaghetti. Ele murchou e algumas folhas amareleceram. Na pressa, esquecemos de pesquisar como se lidava de verdade com a plantinha.  Falta de paciência.

Concluí que não era tão simples como parecia.  O manjericão gosta de pelo menos,  quatro horas diárias de sol, assim como gosta de ser de molhado somente para manter o solo úmido, sem exageros.  Com clima frio ou chuvoso deve-se diminuir a quantidade de água, por exemplo.

Para adubar – pois é, tem que adubar – usa-se duas colheres de sopa bem cheias de húmus de minhoca a cada 40 dias: primeiro dá-se uma afofada na camada superficial, espalha-se o húmus regando em seguida.

Finalmente, o modo certo de colher é como se desse um beliscão, retirando as ponteiras dos galhos. Isso estimula a saída de galhos laterais e o manjericão fica mais cheinho e sempre com novas brotações.

Não adianta se impacientar: é necessário que a planta se desenvolva bem antes de iniciar a colheita das folhas. Além disso, as flores sempre devem ser cortadas para manter a planta jovem por mais tempo e preservar o sabor das folhas mais acentuado.  A explicação é que as flores funcionam como um dreno nas plantas, ou seja, consomem muita energia.

Já vi que a pressa e  excessos não combinam com o meu manjericão. Da mesma forma que ele, há também outras coisas, pessoas e  situações que diariamente me relembram as virtudes da paciência e de esperar. Em tempos de caixa eletrônico, café e leite instantâneos, cesarianas pré-agendadas, microondas, conexões super velozes, relacionamentos descartáveis, excessos tecnológicos, comida fast food e a insaciável pressa, agradeço ao meu mixuruco  pé de manjericão.

Lá da cozinha – e não dos livros de Filosofia – chega o lembrete: a paciência, o cuidado, a delicadeza e muita, muita, muita calma são ainda são imprescindíveis, ainda são essenciais quando se trata de Vida.

fonte: Timilique!

Mensagem do ator Wagner Moura aos senadores e ao povo brasileiro

Conhecendo Nossa Cidade: curso gratuito sobre a História de Duque de Caxias

Deputado Marcelo Freixo, que inspirou personagem de Tropa de Elite 2, está em lista atribuída a assassinos da juíza Patrícia Acioli

 

Ivan Marsiglia, do Estadão, entrevista Marcelo Freixo

 

PROFESSOR DE HISTÓRIA, DEPUTADO ESTADUAL PELO PSOL, MARCELO FREIXO PRESIDIU A CPI DAS MILÍCIAS EM 2008

Na terça-feira, cinco dias após o brutal assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, uma informação assustadora foi transmitida ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Segundo relato feito ao Disque-Denúncia, a morte da juíza teria sido encomendada por três detentos do presídio Ary Franco e, na lista dos criminosos, estariam mais duas pessoas marcadas para morrer: outro juiz, da 4ª Vara Federal de Niterói, e o próprio Freixo.

“Receio dá, pois eles podem tirar minha vida, sim. E não tenho nenhum projeto de virar memória”, admite o niteroiense de 44 anos, casado, pai de dois filhos. Formado em história pela Universidade Federal Fluminense e ex-pesquisador da ONG Justiça Global, Freixo coordenou projetos educacionais em presídios e, em mais de uma ocasião, atuou como negociador durante rebeliões. Eleito com amplo apoio da classe artística e intelectual do Rio, presidiu em 2008 a CPI das Milícias, que investigou as conexões desses grupos com parlamentares e resultou na cassação do deputado Álvaro Lins. Desde então, vive escoltado por seguranças. Foi Freixo quem inspirou o cineasta José Padilha na construção do personagem Diogo Fraga, militante de direitos humanos e antagonista do Capitão Nascimento que depois se alia a ele no filme Tropa de Elite 2.

Nesta entrevista, que concedeu ao Aliás na saída da missa de sétimo dia da juíza Acioli, quarta-feira, o deputado dispara contra a política de segurança pública fluminense e federal. Considera a execução ocorrida no dia 11 “um divisor de águas” na ação do crime organizado, que até então via juízes, promotores e deputados “cadáveres caros demais”. Ensina que, diferentemente dos traficantes, os milicianos não constituem um Estado “paralelo”, mas “leiloado”: são máfias dotadas de projeto de poder, domínio de território e influência eleitoral, constituindo “uma instância do crime organizado muito superior”. E faz um alerta: se não houver resposta firme das autoridades, o crime contra a juíza será o primeiro de muitos.

 

Como se sentiu ao ver seu nome na lista de ameaçados em que constava a juíza Acioli?

Desde que presidi a CPI das Milícias recebo ameaças. A última foi no mês passado. Elas chegam por carta, pelo Disque-Denúncia, por presos que respeitam meu trabalho e dizem ter ouvido planos do tipo ou por interceptações telefônicas feitas pela polícia. Até que ponto vale expor a si próprio e a sua família com esse trabalho? (Pausa) Receio dá. Estou saindo muito abalado da missa de Patrícia. Pensei que ali, no lugar dos filhos dela, poderiam estar os meus. Claro que isso passa pela minha cabeça, mexe comigo. Se dissesse que não, estaria mentindo. A gente se sente vulnerável. Sei que não posso deixar de fazer o que faço, mas preciso tomar cuidado. Porque eles podem tirar minha vida, sim. E eu não tenho nenhum projeto de virar memória.

 

Conhecia a juíza Acioli pessoalmente?

Embora não fôssemos amigos, eu a conhecia por trabalharmos na mesma área. Tivemos mais contato na época da CPI. Em sua atuação como juíza ela enfrentou fundamentalmente as milícias e grupos de extermínio de São Gonçalo. E, quando a CPI terminou, mandei o relatório para ela e nos falamos por telefone. Eu a admirava muito. Patrícia não morreu por sua ousadia ou por sua coragem, mas pela covardia dos outros. Falta prioridade, projeto público para se combater o crime organizado no Brasil. Então a luta fica dependendo de alguns poucos deputados, promotores, juízes… que viram alvo fácil.

Por que o sr. declarou que ‘se a resposta não for rápida, o crime organizado vai atingir uma nova etapa’?

Porque o crime organizado rompeu uma barreira que ainda não havia rompido. É a primeira vez que isso acontece no Rio de Janeiro. Não tenho a menor dúvida de que os mandantes e os executores são pessoas incomodadas pelo trabalho de Patrícia como juíza. Não foi uma vingança pessoal, eles fizeram um atentado contra o poder público. Calaram a Justiça, não a Patrícia. E, se o crime organizado pagou para ver, o Estado tem que responder à altura. Senão, ela será a primeira de muitos. Desde a época em que presidi a CPI, ouço dizer que somos “cadáveres caros demais”, que eles não teriam coragem de nos matar porque a repercussão seria grande. Pois é, fizeram. E agora, qual vai ser a resposta?

Marcelo Freixo e seus seguranças - vida privada pela constante ameaça

É característica do crime organizado, de tempos em tempos, fazer uma ação assim, para servir de aviso, intimidar?

Eles só agiram assim porque tiveram facilidade. O Tribunal de Justiça facilitou ao não garantir a proteção que Patrícia queria.

 

O presidente do TJ-RJ, Manoel Alberto Rebêlo, insiste em que a juíza não pediu escolta.

 

Não é verdade, e tenho documentos que o comprovam. Patrícia em nenhum momento se negou a ter segurança. Acho um absurdo que, enquanto o País inteiro se escandaliza, no Rio setores do Tribunal de Justiça tentem desqualificar a vítima. Dizer que ela não tinha proteção porque mandou um ofício! É uma vergonha. Só falta dizer que ela se suicidou. Reiteradas vezes Patrícia pediu proteção e discordou da redução de sua segurança, decidida por eles. Aí vem o presidente do TJ e, no lugar de dizer “peço desculpas à família e à sociedade, pois o Tribunal errou”, põe a culpa nela. Era o mínimo de grandeza que se esperava do TJ. Tirou a segurança de uma juíza quando não podia ter tirado. Não deu autonomia para ela escolher seus seguranças, quando deveria ter dado. Eu ando com escolta. Desde quando não serei eu a escolher meus seguranças? Isso é um absurdo. O cara vai saber onde moro, quem é meu filho e eu não posso decidir quem será?

E a declaração do Flávio Bolsonaro (PP-RJ), filho do deputado federal Jair, de que a juíza ‘humilhava’ policiais nos julgamentos?

É curioso que o deputado não tenha essa opinião quando se trata de outros réus. É uma visão seletiva de garantia de direitos.

 

O governo do Rio chegou a recusar ajuda da Polícia Federal nas investigações e foi preciso que o presidente do STF, Cezar Peluso, interviesse junto ao Ministério da Justiça para a PF entrar no caso. Por quê?

Nada mais me espanta no governo do Rio de Janeiro. Eles já não conseguem me surpreender, pois o absurdo virou regra. Um assassinato com esse peso, que é um atentado contra a República, a Polícia Federal se coloca à disposição e o governo do Rio diz que não quer? Mas por que não? Se a recusa foi por vaidade, trata-se de um equívoco, uma tolice. Se não, é suspeito. Ou estão querendo dizer “vamos resolver sozinhos, estamos podendo, investigamos muito bem”, o que não é verdade, ou temem que apareçam coisas que não possam ser ditas. Felizmente, o STF e o Poder Judiciário como um todo entenderam o significado do que ocorreu. A morte da Patrícia é um divisor de águas.

O crime organizado pode constranger a magistratura no Brasil, como fez na Itália durante a Operação Mãos Limpas?

Já está constrangendo. Hoje mesmo conversei com um juiz cujo nome não posso revelar que também não tem proteção alguma. Está absolutamente preocupado. Quando terminou a CPI, definimos no relatório: milícia é máfia. Então, fui convidado pela Anistia Internacional a apresentar o relatório em outros países. No primeiro, a Alemanha, tive grande dificuldade em explicar. Vai dizer a um alemão que tem polícia envolvida, que eles dominam o transporte por vans e a distribuição de gás, que cometem extorsão e exploram até prostituição infantil… Já no último país da viagem, a Itália, eu mal começava a falar e eles já diziam: “Ah, sabemos como funciona. É igual aqui”. A milícia, como a máfia, envolve agentes públicos, domina território, empreende atividades econômicas, tem projeto de poder e age dentro do Estado. Ela não é um Estado paralelo, é um Estado leiloado.

 

É isso o que quer dizer quando fala em ‘crime organizado como projeto de poder’?

Sim. E é o que diferencia a milícia de todas as outras organizações criminosas que já tivemos no Rio. Todos os líderes dos grupos milicianos são agentes públicos da área da segurança. Eles também, invariavelmente, comandam os centros sociais nas comunidades. Então, passam a ter domínio eleitoral dessas áreas. Sempre elegeram gente e também mataram muita gente: a maior concentração de homicídios no Rio de Janeiro hoje ocorre nas áreas das milícias.

 

Marcelo Freixo e o capitão Renato Senna, comandante da UPP da Ladeira dos Tabajaras - Foto de Bruno Gonzalez/EXTRA

Para quem vive nas comunidades, qual é a diferença entre estar sob o jugo do traficante ou do miliciano?

A milícia é uma instância do crime organizado muito superior. Veja que só tivemos uma redução recente no número de homicídios no Rio porque houve certo enfraquecimento das milícias nos últimos três anos – depois que as autoridades foram obrigadas a agir pela mobilização da opinião pública após a CPI e o sequestro de uma equipe de jornalistas (em maio de 2008, um grupo de milicianos da favela do Batan, em Realengo, sequestrou uma repórter, um fotógrafo e um motorista do jornal O Dia que faziam uma reportagem no local e os torturou por duas semanas). Perto das milícias, os traficantes dos morros são só garotos violentos com armas na mão e nada na cabeça.

 

A melhoria das condições econômicas nas comunidades ajuda a explicar o crescimento das milícias?

Sim, porque máfias se instalam onde há dinheiro para ser coletado, não onde só há miséria. E se você olhar em 2007, antes da CPI, vai ver até o governador Sérgio Cabral inaugurando uma obra em Campo Grande ao lado de um vereador e um deputado que acabaram presos por envolvimento com a milícia (o deputado Natalino José Guimarães e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho). Está no YouTube isso, é uma cena patética. Mas mostra como as autoridades viam as milícias como um mal menor. O ex-prefeito Cesar Maia chegou a chamá-las de “autodefesa comunitária”. O atual, Eduardo Paes, também as defendeu em uma entrevista na TV. O tráfico sempre se colocou à margem da lei e contra o Estado. A milícia está dentro do Estado. E no sistema eleitoral. O mapa de votação do ex-secretário de segurança do Rio (o deputado federal pelo PSDB-RJ) Marcelo Itagiba concentra-se nas áreas de milícia.

 

Parlamentares como Cidinha Campos (PDT-RJ) o acusam de fazer proselitismo e dispor da proteção de policiais que deveriam estar nas ruas. Qual é a sua resposta?

A realidade se impõe contra a mediocridade. Deixo que os eleitores respondam. O meu grupo de seguranças é reduzido e condizente com a situação de risco (dez policiais se revezam na proteção de Freixo e de sua família 24 horas por dia).

 

O sr. é crítico tanto em relação ao governo estadual quanto ao federal. Com a experiência que acumulou, como deveria ser uma política de segurança consistente?

Em primeiro lugar, qualquer projeto de segurança deveria ser feito em parceria entre os governos estaduais e o federal. A questão é nacional e a segurança pública deveria estar acima de cor partidária ou ideologia: deve ser projeto de Estado, não de governo. A parceria na área de inteligência tinha que ser sistemática. No caso do Rio, as UPPs são importantes, mas não bastam. E há política por trás delas: por que a região de Copacabana tem tantas UPPs e na Baixada Fluminense, onde os índices de criminalidade são mais altos, não há nenhuma? O mapa das UPPs é um projeto de cidade, não de segurança pública. Outra pergunta: por que não há nenhuma UPP em áreas de milícia? Porque talvez elas ainda interessem à elite política corrupta do Rio. Temos uma polícia muito corrupta porque é grande a corrupção na política.

 

Em Tropa de Elite 2, o tráfico sai de cena para dar lugar às milícias como inimigo público número 1. Como combatê-las?

Propostas concretas existem, a questão é querer fazer. Antes de mais nada, é preciso tomar o território das milícias, como se fez com o tráfico. E intervir em suas atividades econômicas. No transporte, a licitação das vans talvez pudesse ser feita por meio de licenças individuais e não via cooperativas – dominadas pelo crime. A distribuição do gás também precisa ser mais bem fiscalizada: a Agência Nacional do Petróleo tem só cinco agentes em todo o Estado do Rio. E, claro, precisamos melhorar o salário e a formação do policial, além de dar mais estrutura às ouvidorias e à corregedoria.

Fonte: http://www.estadao.com.br

 

 

 

 

Museu Vivo do São Bento realizará Colóquio sobre a História Geológica de Duque de Caxias

Aulas de capoeira no Museu Vivo do São Bento

Hoje é o Dia Mundial do Rock!

 O Dia Mundial do Rock que é comemorado neste 13 de julho, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), como uma homenagem ao megaespetáculo Live Aid, criado a fim de arrecadar fundos para combater a fome na África. Um grande show com os nomes mais importantes do rock mundial foi realizado simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos nesta mesma data, em 1985.

Organizado por Bob Geldof, o show foi transmitido para todo o mundo e contou com a participação de evento artistas e bandas como The Who, Madonna, Led Zeppelin, Dire Straits, Queen, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Joan Baez. Em 2005, o mesmo Geldof organizou o Live 8, maior e em com shows em mais países, para pressionar os países ricos, líderes do G8, a perdoar a dívida dos países pobres.

Ouça canções que marcam a história do rock e seus ídolos, como The Beatles, Tha Rolling Stones, Elvis Presley, Jimi Hendrix, U2, Pearl Jam, The Who, Radiohead, The Police, The Smiths e muitos outros. A história do rock começa no final da década de 40 e início dos anos 50, nos Estados Unidos, e se espalhou pelo mundo. Há controvérsias sobre qual foi a primeira gravação do rock, que marcaria o início do gênero musical, mas uma das primeiras e mais famosas canções foi Rock Around The Clock, de Bill Haley, em 1955.

Fonte: http://www.estadao.com.br

Comissão da Verdade gera polêmica entre Chico Alencar e Bolsonaro

A Comissão da Verdade, prevista no Projeto de Lei 7376/10, provocou polêmica durante dedate realizado pelo programa Manhã no Parlamento. Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, chamou de “comissão da mentira” o grupo que poderá ser criado para apurar casos de violação dos direitos humanos praticados durante o período da ditadura. Segundo o deputado, a comissão, nos moldes do que prevê o projeto, não teria isenção para avaliar este período da História do país. Já Chico Alencar, do PSol, também do Rio de Janeiro, diz que esta comissão é fundamental para reparar os danos causados às vítimas do regime militar.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ouça o debate baixando o link abaixo:

Clique aqui para baixar o conteúdo do debate

Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/?lnk=0930-COMISSAO-DA-VERDADE-GERA-POLEMICA-ENTRE-CHICO-ALENCAR-E-BOLSONARO-2956&selecao=MAT&materia=122951&programa=41

Lançamento do livro “De Merity a Duque de Caxias: Encontro com a História da Cidade”

Lançamento do livro “De Merity a Duque de Caxias: Encontro com a História da Cidade”, dos professores Antônio Augusto Braz e Tânia Amaro, hoje, terça, 07/06/2011, às 17h, no Instituto Histórico da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias. Chega lá e ajude a espalhar! Inté!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Epigramas Caxienses – Solano Trindade.

Na Semana da Baixada Fluminense, uma pérola negra da nossa história: Solano Trindade!

‘Semana Baixada é Arte’ fará homenagem ao Dia da Baixada Fluminense

Em homenagem ao Dia da Baixada Fluminense, comemorado em 30 de abril, o Sesi Duque de Caxias promove a “Semana Baixada é Arte”. Entre os dias 25 e 30 de abril, artistas da Baixada vão apresentar seus trabalhos no Sesi Duque de Caxias.


De 25 à 30 de abril, acontecerão diversas intervenções culturais gratuitas como shows musicais, exibição de filmes e exposição

O objetivo desse encontro é valorizar e disseminar a produção cultural da região. As diversas intervenções culturais que estão na programação têm entrada franca.

Todos os dias haverão apresentações teatrais, atividades literárias e exibição de filmes. Além disso, acontecerão shows musicais de reggae, rock, Hip-hop, forró, samba e MPB. E ainda a exposição de artes plásticas com obras de Messias Neiva.

Abrindo a semana, no dia 25 às 15h, haverá a mesa-redonda: “Como Valorizar a Cultura na Baixada Fluminense?”. O radialista Adelzon Alves, o historiador Antonio Augusto, o economista José Carneiro, o professor Paulo Manhard, o poeta Vicente Portela e o cantor, compositor e também idealizador do projeto, Bira da Vila debaterão o assunto, mediados pelo produtor cultural do Sesi, Fábio Santini.

No mesmo dia haverá leitura de contos e poesias às 17h30 e às 20h. E o espetáculo “A noite que ele não veio” será apresentando no Teatro Sesi às 18h30. O show musical fica por conta de Beto Gaspari e Chiquinho Maciel com o repertório de MPB.

A programação de terça-feira começa com a exibição de curtas do Cineclube Anti Cinema, às 17h, com produções que percorrem o universo da Baixada Fluminense. Às 19h ocorrem intervenções poéticas com o grupo “Só de Poesia”. E às 20h o Trio Nordestino e Dominguinhos se apresentam.

No dia 27 de abril, a Escola Livre de Cinema irá exibir curtas à partir das 13h30. Haverá ainda apresentações de literatura e artes cênicas. As atrações musicais são os Mcs Allan Perreira, Slow e Léo da XIII, apresentando o Hip Hop da Baixada.

A quinta – feira, dia 28, já inicia com música com a orquestra de pandeiros, os Pandeloucos, às 13h30. No final da tarde, às 17h30, o comando estará com o Cineclube Mate com Angu que exibirá filmes e fará Intervenções poéticas. Às 20h, acontece o show de reggae com Akauan Lucena e Da Ghama.

Na sexta-feira, o cinema volta a abrir a programação com a exibição do documentário “Nunca fui, mas me disseram”, às 13h30. A noite, às 20h o show fica com as bandas de rock “Sol do Sul”, “Silvio”, “A Cidade de Duque de Caxias”, “Cretina” e “Lê Almeida”.

No dia da Baixada, 30 de abril, as comemorações começam às 10h com o espetáculo infantil “O Caipora e a Floresta”. A tarde, às 15h, será exibido o documentário, “A Casa da Pantera”. Haverá também, apresentação de dança folclórica e roda de capoeira. Encerrando as atividades, às 19h30, a Velha Guarda da Grande Rio se apresenta ao lado dos alunos da Escola de Música da AMC e Bira da Vila.

Programação Baixada é Arte

Dia 25 de abril (segunda-feira)

·         15h – Debate “Como valorizar a cultura da Baixada Fluminense?”

·         17:30h – Leitura de contos e poesias com Edelmar de Souza

·         18h30 – Cia Nós da Baixada, com o espetáculo “A noite que ele não veio”

·         20:00h –Leitura de contos e poesias com Vicente Portela

·         20:30h – Apresentação de Beto Gaspari e Chiquinho Maciel

Dia 26 de abril (terça-feira) 

17h00 – Cineclube Anti Cinema exibindo os filmes:
Sebos de Caxias – Documentário sobre o universo dos compradores e vendedores de livros no Município de Duque de Caxias. Duração: 10 min. Ano 2008. Direção: Coletiva Anti Cinema.

Lixo! – Documentário sobre o lixo existente no Município de São João de Meriti e Pavuna. Duração 10 min. Ano 2009. Direção: Coletiva Anti Cinema.

Inclusão Digital? – Ficção realizada no Município de Nova Iguaçu que aborda o tema sobre as polêmicas Lan Houses do Brasil. Duração: 7 min. Ano 2008. Direção: Marcio Graffiti. Elenco: Nós da Baixada.

19h00 – Intervenções poéticas com o grupo Só de Poesia
20h – Apresentação do Trio Nordestino e Dominguinhos.


Dia 27 de abril (quarta-feira) 

·         13h30 – Exibição de filmes com a Escola Livre de Cinema

A Velha Fofoqueira 2006 (5 minutos)

As Aventuras de Iguaçu e sua Turma 2008 (5 minutos)

Mata Sete (8 minutos)

O Bem se paga com o Bem (5 minutos)

Autorretratos (10 curtas de 1 minuto cada)

6 Filmes de animação, baseados no Guia Afetivo da Periferia, livro do Marcus Vinicius   Faustini.

·         17h30 – Artes cênicas

·         18h30 –  Intervenções poéticas com o grupo Só de Poesia

·         19h – Apresentação dos Mcs Allan Pereira, Mc Slow e Léo da XIII;


Dia 28 de abril (quinta-feira) 

·         13h30 –  Orquestra de Pandeiros – Pandeloucos;

·         17h30 – Cineclube Mate com Angu exibindo os filmes:

Lá no Fim do Mundo, do Coletivo Mate Com Angu

Praça do Pacificador, da TV Maxambomba

·         19h30 – Intervenções poéticas com os poetas: André de Oliveira, Eduardo Ribeiro, Heraldo HB.

·         20h –  Apresentação de Akauan Lucena e Da Ghama.


Dia 29 de abril (sexta-feira)

·         13h30 –  Exibição do documentário “Nunca fui mas me disseram”

·         16h30 – Artes Cênicas

·         18h00 – Intervenções poéticas com o grupo Só de Poesia

·         19h – Apresentação das bandas Sol do Sul, Silvo, A Cidade de Duque de Caxias, Cretina e Lê Almeida

Dia 30 de abril (sábado) 

·         10h – Cia Artistas do futuro, com o espetáculo “O Caipora e a Floresta”.

·         15h – Exibição do documentário “A Casa da Pantera” de Fabio Branco,

·         16h00 – Intervenções poéticas com o grupo Só de Poesia

·         16h30 – Dança folclórica: Grupo Zé Mussum de Cultura Popular, com o espetáculo “Cantos que Encantam”.

·         18h15– Atividades multiculturais

Mega – Cartoonista e Caricaturista

Casa da Cultura da Baixada Fluminense – Roda de Capoeira

·         19h30 – Apresentação dos alunos da Escola de Música da AMC, Bira da Vila e Velha Guarda da Grande Rio.

De 25 a 30 de abril – Artes Plásticas

·         Exposição permanente do artista plástico Messias Neiva

EVENTO: “BAIXADA É ARTE”

DATA: DE 25 À 30 DE ABRIL

LOCAL: SESI DUQUE DE CAXIAS – RUA ARTHUR NEIVA, 100, BAIRRO 25 DE AGOSTO

ENTRADA FRANCA

ORIGEM

A idéia de se instituir o DIA DA BAIXADA FLUMINENSE, surgiu e foi aprovada no dia 09/12/2000 em encontro da Comunidade Cultural da Baixada, realizado na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da UERJ -FEBF/UERJ, no município de Duque de Caxias.

A data de 30 de abril refere-se à inauguração da primeira Estrada de Ferro construída no Brasil, em 1854, que ligava o Porto de Mauá (Estação Guia de Pacobaíba) à região de Fragoso, no pé da Serra de Petrópolis.


ESTAÇÃO GUIA DE PACOBAÍBA – 1ª ESTRADA DE FERRO DO BRASIL INAUGURADA EM
30 DE ABRIL 1854.

A partir daí foram construídas outras ferrovias na região e a Estrada de Ferro tornou-se um marco histórico da ocupação urbana, dando novo perfil à ocupação do solo. Foi o começo do fim dos portos fluviais de navegação pelos rios e dos caminhos de tropeiros e o início do processo de surgimento de vilas e povoados que se organizaram em torno das estações ferroviárias, origem das atuais cidades da Baixada Fluminense.

A intenção de se comemorar o DIA DA BAIXADA FLUMINENSE é a de celebrar os valores da região e discutir os problemas atuais, com a participação consciente de toda a sociedade.

O DIA DA BAIXADA FLUMINENSE visa, em última análise, estimular o crescimento da AUTO-ESTIMA da população da região.


LEGISLAÇÃO

LEI Nº 3.822, de 02/05/2002

CONSIDERA A DATA DE 30 DE ABRIL, DIA DA BAIXADA FLUMINENSE

Art. 1º. Fica a data de 30 de abril considerada DIA DA BAIXADA FLUMINENSE.

Art. 2º. O DIA DA BAIXADA FLUMINENSE será comemorado obrigatoriamente em todas as escolas da rede estadual de ensino público e em todas as repartições públicas estaduais localizadas na região.

Art. 3º. Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 02 de maio de 2002

* * *

PROGRAMAÇÃO

A Programação que se propõe para o DIA DA BAIXADA FLUMINENSE deverá estender-se por todos os municípios da região, por iniciativa tanto dos órgãos públicos quanto de toda e qualquer organização, principalmente aquelas que se dedicam às questões coletivas, sociais e culturais. Por esta razão sugerimos que cada organização elabore a sua programação para o dia 30 de abril, ou datas próximas, da seguinte maneira:

1) Por todas as igrejas, de qualquer credo ou confissão, com um culto/missa/evento especial de ação de graças e invocação de bênçãos para a região.

2) Em todas as escolas da região, de todos os níveis, se possível em cada sala de aula;

3) Por todas as associações de moradores;

4) Por todas as organizações governamentais, ONGs, sejam elas municipais, estaduais ou federais;

5) Pelas câmaras de vereadores e pelas academias de letras e artes de todos os municípios;

6) Por grupos culturais, artísticos e recreativos.

Sugerimos que a comemoração conste, pelo menos, da seguinte programação básica:

1º. Breve exposição sobre a importância histórica da Baixada;
2º. Destacar os valores naturais, ecológicos, sociais e humanos, sua importância política e econômica e a responsabilidade que cada baixadense tem com o desenvolvimento humano, social e moral de sua região;
3º. Abrir debate sobre os problemas do cotidiano da região, visando a melhoria da qualidade de vida na Baixada Fluminense.


Fonte: http://duquedecaxias.net.br e http://www.ipahb.com.br

Escola: Lugar de Memória, Pesquisa, e Experiências em Educação Patrimonial

Curso 2011

O curso visa à reflexão e vivência de experiências em educação patrimonial no mundo da escola, particularizando o Arquivo Escolar como fonte de pesquisa na Educação Básica. Os estudos propõem que o patrimônio histórico-educativo e o patrimônio local entrelacem a formação docente a partir do trabalho com a Memória, a História, a História Oral e a Fotografia como fonte histórica. Visa ainda promover a investigação/formação acerca das marcas presentes na escola, no bairro, na cidade no sentido de propiciar o sentimento de pertencimento como sujeito de um determinado tempo histórico.

O curso é gratuito, anual, com um encontro por mês. O foco é escola – professores, estudantes e funcionários – mas está aberto para todos os interessados.

Calendário

DATAS: 30 de março, 27 de abril. 25 de maio, 16 de junho, 06 de julho, 17 de agosto, 21 de setembro, 26 de outubro

LOCAL:  Pólo – Caxias – Casa do Educador, situado no Instituto de Educação Governador Roberto Silveira

ENDEREÇO: Rua General Mitre, nº 587, 25 de Agosto, CEP 25.075-100

HORÁRIO: 13h às 17h

NÚMERO DE VAGAS: 50

INSCRIÇÕES: Através do e-mail centrodememoriadaeducacao@gmail.com ou pelo telefone (21) 2671 3725, ramal 25 (telefone do Instituto de Educação Governador Roberto Silveira)

DADOS NECESSÁRIOS: Nome completo, escola/instituição, telefones de contato

OBS: Os participantes receberão certificado de participação e material de apoio

Apoio: Instituto Histórico do IEGRS e Pólo – Caxias – Casa do Educador

Inauguração do Instituto de Educação Governador Roberto Silveira - IEGRS.

‘‘A memória social da constituição do espaço escolar, dos fazeres e saberes docentes e da vida em seu entorno são produções culturais da humanidade.’’


O Centro de Pesquisa, Memória e História da Educação da Cidade de Duque de Caxias e Baixada Fluminense – CEPEMHEd tem como finalidade resgatar e preservar a História e a Memória da Educação de Duque de Caxias e da Baixada Fluminense. Objetiva, ainda, oportunizar um espaço de fomento à produção e divulgação de pesquisas, de formação docente, de arquivamento e tratamento de dados coletados e, igualmente, de educação patrimonial.

Escola Regional de Merity, conhecida como 'Mate com Angu'.

Clique aqui para ver o cartaz do curso