AGROFLORESTAR: alternativa sustentável para a agricultura, sem destruir o planeta

Agroflorestar, apresenta a fascinante trajetória dos agricultores de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira. Originalmente trabalhando com a derruba e queima, suas terras já estavam desgastadas. O filme mostra como a introdução do sistema agroflorestal revolucionou a vida de mais de 100 famílias. Hoje quase 17 anos depois do inicio do Cooperafloresta, através do projeto Agroflorestar, as ideias de uma agricultura florestal sustentável chegaram ao MST, aonde em áreas degradadas pela monocultura, florestas de alimentos estão sendo plantadas. Como Seu Zaqueu disse no filme: “o MST tem a tecnologia de ajuntar gente, e a Coopera tema tecnologia de ajuntar plantas.” De forma positiva o filme demonstra como podemos ter uma alternativa sustentável para a agricultura, sem destruir o planeta.

Projeto agroflorestar 1

Agroflorestar, Sprouting a world of love, harmony and abundance.
Film showing the trajectory of farmers Cooperafloresta, and now through the project Agroflorestar ,MST(workers without land) settlers who are implementing this technique aswell. Planting food forests.

Projeto agroflorestar 2

A juventude e a produção de sentido

Foto: http://culturadigital.br

Por Frei Betto, via Adital:

Muitos pais se queixam do desinteresse dos filhos por causas altruístas, solidárias, sustentáveis. Guardam a impressão de que parcela considerável da juventude busca apenas riqueza, beleza e poder. Já não se espelha em líderes voltados às causas sociais, ao ideal de um mundo melhor, como Gandhi, Luther King, Che Guevara e Mandela.

O que falta à nova geração? Faltam instituições produtoras de sentido. Há que imprimir sentido à vida. Minha geração, a que fez 20 anos de idade na década de 1960, tinha como produtores de sentido Igrejas, movimentos sociais e organizações políticas.

A Igreja Católica, renovada pelo Concílio Vaticano II, suscitava militantes, imbuídos de fé e idealismo, por meio da Ação Católica e da Pastoral de Juventude. Queríamos ser homens e mulheres novos. E criar uma nova sociedade, fundada na ética pessoal e na justiça social.

Os movimentos sociais, como a alfabetização pelo método Paulo Freire, nos desacomodavam, impeliam-nos ao encontro das camadas mais pobres da população, educavam a nossa sensibilidade para a dor alheia causada por estruturas injustas.

As organizações políticas, quase todas clandestinas sob a ditadura, incutiam-nos consciência crítica, e certo espírito heroico que nos destemia frente aos riscos de combater o regime militar e a ingerência do imperialismo usamericano na América Latina.

Quais são, hoje, as instituições produtoras de sentido? Onde adquirir uma visão de mundo que destoe dessa mundividência neoliberal centrada no monoteísmo do mercado? Por que a arte é encarada como mera mercadoria, seja na produção ou no consumo, e não como criação capaz de suscitar em nossa subjetividade valores éticos, perspectiva crítica e apetite estético?

As novas tecnologias de comunicação provocam a explosão de redes sociais que, de fato, são virtuais. E esgarçam as redes verdadeiramente sociais, como sindicatos, grêmios, associações, grupos políticos, que aproximavam as pessoas fisicamente, incutiam cumplicidade e as congregavam em diferentes modalidades de militância.

Agora, a troca de informações e opiniões supera o intercâmbio de formação e as propostas de mobilização. Os megarrelatos estão em crise, e há pouco interesse pelas fontes de pensamento crítico, como o marxismo e a teologia da libertação.

No entanto, como se dizia outrora, nunca as condições objetivas foram tão favoráveis para operar mudanças estruturais. O capitalismo está em crise, a desigualdade social no mundo é alarmante, os povos árabes se rebelam, a Europa se defronta com 25 milhões de desempregados, enquanto na América Latina cresce o número de governos progressistas, emancipados das garras do Tio Sam e suficientemente independentes, a ponto de eleger Cuba para presidir a Celac (Comunidade do Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Vigora atualmente um descompasso entre o que se vê e o que se quer. Há uma multidão de jovens que deseja apenas um lugar ao sol sem, contudo, se dar conta das espessas sombras que lhes fecham o horizonte.

Quando não se quer mudar o mundo, privatiza-se o sonho modificando o cabelo, a roupa, a aparência. Quando não se ousa pichar muros, faz-se tatuagem para marcar no corpo sua escala de valores. Quando não se injeta utopia na veia, corre-se o risco de injetar drogas.

Não fomos criados para ser carneiros em um imenso rebanho retido no curral do mercado. Fomos criados para ser protagonistas, inventores, criadores e revolucionários.

Quando Hércules haverá de arrebentar as correntes de Prometeu e evitar que o consumismo prossiga lhe comendo o fígado? “Prometeu fez com que esperanças cegas vivam nos corações dos homens”, escreveu Ésquilo. De onde beber esperanças lúcidas se as fontes de sentido parecem ressecadas?

Parecem, mas não desaparecem. As fontes estão aí, a olhos vistos: a espiritualidade, os movimentos sociais, a luta pela preservação ambiental, a defesa dos direitos humanos, a busca de outros mundos possíveis.

Frei Betto

Cidade para pessoas: ciclovias como transporte prioritário

Eleições chegando e qual a proposta de política pública de transporte do seu candidato(a)?

Gostaria de provocar você a uma reflexão. Veja esse breve vídeo, ele pode mudar radicalmente a qualidade de vida de nossa cidade:

Redução de IPI, não é por aí!

por Roque Sponholz*

Nenhum país do mundo combate crise econômica vendendo carros, exceto o nosso. Incentivar a compra de veículos para o transporte individual através da redução de impostos e de financiamentos com juros baixos e prazos longos para atender ao lobby de montadoras em detrimento ao transporte coletivo, é medida demagógica, inconseqüente e criminosa com nossas cidades e conseqüentemente com seus cidadãos.

Desde a sua invenção, a propaganda glamourizou o uso do automóvel dando-lhe a falsa conotação com o status social. Daí a estúpida paixão do brasileiro pela máquina de quatro rodas que substitui duas patas.

Hoje o maior problema de nossas cidades é o tráfego. Nossas ruas não mais comportam o excessivo número de veículos que a cada dia nelas são despejados.

Nossas vias interurbanas transformaram-se em campos de batalha onde, a cada ano, morrem mais de quarenta mil brasileiros e outros tantos sofrem danos físicos irreparáveis.

A solução? Uma só: transporte coletivo eficiente, com canaletas exclusivas, com conforto, com rapidez…

Mas priorizá-lo e subsidiá-lo parece não ser a vontade deste governo. Sua vontade é fazer com que o brasileiro atole-se em dívidas, seja o campeão da inadimplência, deixe de construir um quarto para abrigar um novo filho construindo uma garagem para abrigar um carro novo ou um novo carro.

E ainda falam em “mobilidade urbana”. Ora tenham vergonha!!! Pensar momentaneamente e emergencialmente (devido a Copa do Mundo), em “mobilidade urbana” para meia dúzia de cidades, esquecendo-se das mais de cinco mil e quinhentas outras que também precisam de “mobilidade urbana” é, no mínimo, desrespeito e escárnio.

Enfim, lá vamos nós enfrentar o tráfego nosso de cada dia que o governo nos dá hoje.

Triste país este.

*Roque Sponholz é Arquiteto e Urbanista

Lindas bicicletas com sidecars

Os sidecars são veículos de uma única roda presos a um lado de uma motocicleta, resultando num veículo de três rodas. Isso mesmo, na motocicleta é onde geralmente encontramos, mas a novidade é ver um sidecar anexado na bicicleta. Isso foi o que alguns ciclistas criativos fizeram.

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: grizfan

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: Jen the wren

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: Omi B.

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: St. Vaast

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: brownings of marfa

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: tkidder247

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: Funny Cyclist

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: ibikempis

Lindas bicicletas com sidecars

Foto: reneliek

Iniciativas simples e barata como essa já é um bom icomeço para o transporte de bicicletas nas cidades. Essa foto é do centro de Nova Iguaçu. Foto: Fabio Pereira

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

Quem pensa que móveis feitos de paletes tenham sempre um visual pesado, está enganado. Veja como a Little Lucy Luusou as madeiras recicladas para fazer algumas estantes delicadas e úteis.

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

 

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

 

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

 

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

 

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

 

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

 

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis

 

Paletes de madeira reciclado viram estantes para livros infantis
Fonte: http://www.ideiasgreen.com.br/

O que podemos fazer?

A mudança já começou e, na maioria das vezes, não foram os governos que deram o primeiro passo. A mudança surge das raízes, com indivíduos, organizações e movimentos conectando-se globalmente em busca de um sistema mais saudável, que beneficie todos. Um desejo crescente por mudanças vem ganhando força e seu foco é um sistema que inclua a solidariedade global, considere as vozes dos que não são ouvidos e as necessidades de todos, que busque uma forma de agir cooperativa e não competitiva. Um sistema que compartilhe os recursos com justiça e valorize o meio ambiente… em que todos tenham o que comer, sempre.

Uma visão compartilhada que surge das raízes, pressiona governos e corporações a mudar seus antigos métodos, cedendo lugar à inovação e promovendo a solidariedade. Os consumidores pressionam as empresas para que elas adotem práticas éticas e sustentáveis.

Os governos estão sendo forçados a intervir no aumento do preço dos alimentos e medidas estão sendo tomadas visando melhores políticas públicas e acordos comerciais.

Não importa se você trabalha em nível local, regional, nacional ou global, você pode ser parte do movimento para construir um futuro melhor.

Essas são algumas das possibilidades, e elas são só o começo:

Novas formas de pensar, produzir e consumir: uma mudança de paradigma da agricultura em busca de práticas mais sustentáveis e ecológicas, que beneficiem os 900 milhões de pequenos agricultores no mundo, não apenas o agronegócio.

Não buscamos apenas a produtividade; buscamos qualidade e distribuição, um melhor gerenciamento de resíduos, um consumo sustentável e consciente.

Focamos na adaptação à mudança climática e redução da vulnerabilidade aos seus impactos, bem como em um acordo global sobre a mudança climática para garantir que os países trabalhem em conjunto em busca de práticas mais sustentáveis.

Nós preservamos os recursos naturais e os dividimos de forma justa, agimos para influenciar acordos comerciais, regulamos bancos e reformamos políticas públicas ruins, apoiamos métodos de produção em pequena escala que beneficiem o meio ambiente, baseados no conhecimento tradicional.

Mulheres são empoderadas, e abrimos o caminho para que elas participem da discussão sobre o uso da terra.

Nós apoiamos comunidades na luta contra corporações que tentam expulsá-las de suas terras, investimos em agricultura familiar para que as comunidades sejam autossustentáveis e não corram o risco de passar fome.

Como você é impactado pela crise no sistema alimentar?

O que as pessoas estão fazendo para lidar com esses problemas?

Como você pode ajudar esse movimento a crescer?

Pense de novo: Energia e novas tecnologias

Soluções para conter o aquecimento global na área de energia e novas tecnologias é o tema do último vídeo da trilogia Pense de Novo do WWF-Brasil. No mundo, o setor de energia é responsável por 37% de todas as emissões de gás carbônico, o que representa 23 bilhões de toneladas de CO2 lançadas por ano na atmosfera, ou seja, mais de 700 toneladas por segundo. Esse percentual coloca o setor de energia em primeiro lugar como emissor de gases de efeito estufa.
Por enquanto, a matriz energética brasileira é considerada uma das mais limpas do planeta. Atualmente, 75% da energia elétrica gerada no país vêm de hidrelétricas. Entretanto, as termelétricas movidas a gás e petróleo têm ganhado espaço nos recentes leilões nacionais de energia. Se o Brasil optar por seguir o modelo energético das nações industrializadas, considerado mais poluente, o país contribuirá para agravar para os problemas relacionados às mudanças climáticas na Terra.

Nossos bosques

Por estes mortos, nossos mortos,
peço castigo.
Para os que salpicaram a pátria de devastação,
peço castigo.
… Para o verdugo que ordenou este crime,
peço castigo.
Para o traidor que ascendeu sobre o crime,
peço castigo.
Para o que deu a ordem de agonia,
peço castigo.
Para os que defenderam este crime,
peço castigo.
Não quero que me dêem a mão
empapada de devastação e de nosso sangue.
Peço castigo.
Não vos quero como Políticos,
tampouco em casa tranqüilos,
quero ver-vos aqui julgados,
nesta praça, neste lugar.

Quero castigo.

Pablo Neruda

8 de Dezembro: Dia do Ciclista – uma reflexão necessária

Crise urbana e de mobilidade + mobilização da sociedade foram os ingredientes fundamentais para a Holanda tornar-se um país referência em relação as ciclovias. No Brasil só falta a mobilização dos que reclamam e sofrem todos os dias com o transporte público… Vale assistir o vídeo e perceber em que fase da história estamos em relação aos holandeses:

Festa Estadual de Sementes em Nova Iguaçu – Sementes da Biodiversidade Fortalecendo a Agricultura Familiar no RJ


Sementes da biodiversidade fortalecendo a agricultura familiar no Rio de Janeiro
Nos dias 29 e 30 de novembro, por volta de 350 agricultores e agricultoras de todo o estado do Rio de Janeiro se reunirão em Nova Iguaçu (RJ) para debater sobre o papel das sementes no fortalecimento da agricultura familiar no estado durante a Festa Estadual de Sementes.
Numa realização da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), da Associação da Feira da Roça de Nova Iguaçu (AFERNI) e do Projeto Semeando Agroecologia, a Festa será um momento único de troca de experiências sobre o uso e a conservação de sementes tradicionais. Durante os dias de encontro,
serão realizadas oficinas temáticas onde agricultores e agricultoras poderão debater sobre resgate, seleção, guarda de sementes; preparo de alimentos revalorizando os sistemas locais de produção; uso e conservação das plantas medicinais, além de poderem debater sobre os malefícios do uso de agrotóxicos para agricultura, para o meio ambiente e para a sociedade em geral.
Em paralelo as oficinas será realizada uma feira de Saberes e Sabores onde os agricultores, agricultoras e o público em geral poderão conhecer as
variedades de sementes de cada região do estado, trocar as sementes e os conhecimentos sobre cada espécie, além de trocar e vender os produtos da agricultura familiar como doces, bolos, mel, verduras e legumes.
No dia 30 de novembro, os participantes da Festa Estadual de Sementes se
juntarão à Feira da Roça, expondo seus produtos. Haverá um ato público na Praça Rui Barbosa, onde acontece semanalmente a feira. Na parte da tarde,
representantes das articulações regionais e de instituições que apoiam a agricultura familiar se reunirão para construírem juntos uma proposta para o Projeto Estadual de Sementes.
A Festa Estadual de Sementes conta com o apoio da Diocese de Nova Iguaçu,Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, Emater-Rio e da Ceasa e tem o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania.

LOCAL: Vila Olímpica de Nova Iguaçu – Rua Luiz de Lima 268 – Centro
Programação

Dia 29 de novembro (terça feira)

8h. Plenária

– Mística de abertura e apresentação dos participantes

– Mesa: “a importância das sementes tradicionais e da biodiversidade para o
fortalecimento da agricultura familiar ecológica”

– debate

12:30h. Almoço

14h. Feira e mostra solidárias da biodiversidade

15h -Oficinas paralelas

1. Sessão de Vídeos Agrotóxicos para quem?

2. Remédios caseiros

3. Manejo de sementes

4. Culinária tradicional

5. Alimento vivo – Irma

6. Artesanato produzidos com a biodiversidade

18h Jantar

19h às 22 h. Programação Cultural

Dia 30 de novembro (quarta feira)

Feira da Roça – Praça Rui Barbosa

12h Almoço

14:30h Reunião de trabalho para construção do projeto estadual de sementes –
salão da Catedral

Para maiores informações:

Marcio – (21) 8134-0540

Luiz – (21) 9147-8872

urbana@aspta.org.br

Cidade para pessoas

Pare Belo Monte!

Entenda por que a usina de Belo Monte é um atraso para o Brasil:

Se gostar do vídeo, ajude a espalhar.

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