A juventude e a produção de sentido

Foto: http://culturadigital.br

Por Frei Betto, via Adital:

Muitos pais se queixam do desinteresse dos filhos por causas altruístas, solidárias, sustentáveis. Guardam a impressão de que parcela considerável da juventude busca apenas riqueza, beleza e poder. Já não se espelha em líderes voltados às causas sociais, ao ideal de um mundo melhor, como Gandhi, Luther King, Che Guevara e Mandela.

O que falta à nova geração? Faltam instituições produtoras de sentido. Há que imprimir sentido à vida. Minha geração, a que fez 20 anos de idade na década de 1960, tinha como produtores de sentido Igrejas, movimentos sociais e organizações políticas.

A Igreja Católica, renovada pelo Concílio Vaticano II, suscitava militantes, imbuídos de fé e idealismo, por meio da Ação Católica e da Pastoral de Juventude. Queríamos ser homens e mulheres novos. E criar uma nova sociedade, fundada na ética pessoal e na justiça social.

Os movimentos sociais, como a alfabetização pelo método Paulo Freire, nos desacomodavam, impeliam-nos ao encontro das camadas mais pobres da população, educavam a nossa sensibilidade para a dor alheia causada por estruturas injustas.

As organizações políticas, quase todas clandestinas sob a ditadura, incutiam-nos consciência crítica, e certo espírito heroico que nos destemia frente aos riscos de combater o regime militar e a ingerência do imperialismo usamericano na América Latina.

Quais são, hoje, as instituições produtoras de sentido? Onde adquirir uma visão de mundo que destoe dessa mundividência neoliberal centrada no monoteísmo do mercado? Por que a arte é encarada como mera mercadoria, seja na produção ou no consumo, e não como criação capaz de suscitar em nossa subjetividade valores éticos, perspectiva crítica e apetite estético?

As novas tecnologias de comunicação provocam a explosão de redes sociais que, de fato, são virtuais. E esgarçam as redes verdadeiramente sociais, como sindicatos, grêmios, associações, grupos políticos, que aproximavam as pessoas fisicamente, incutiam cumplicidade e as congregavam em diferentes modalidades de militância.

Agora, a troca de informações e opiniões supera o intercâmbio de formação e as propostas de mobilização. Os megarrelatos estão em crise, e há pouco interesse pelas fontes de pensamento crítico, como o marxismo e a teologia da libertação.

No entanto, como se dizia outrora, nunca as condições objetivas foram tão favoráveis para operar mudanças estruturais. O capitalismo está em crise, a desigualdade social no mundo é alarmante, os povos árabes se rebelam, a Europa se defronta com 25 milhões de desempregados, enquanto na América Latina cresce o número de governos progressistas, emancipados das garras do Tio Sam e suficientemente independentes, a ponto de eleger Cuba para presidir a Celac (Comunidade do Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Vigora atualmente um descompasso entre o que se vê e o que se quer. Há uma multidão de jovens que deseja apenas um lugar ao sol sem, contudo, se dar conta das espessas sombras que lhes fecham o horizonte.

Quando não se quer mudar o mundo, privatiza-se o sonho modificando o cabelo, a roupa, a aparência. Quando não se ousa pichar muros, faz-se tatuagem para marcar no corpo sua escala de valores. Quando não se injeta utopia na veia, corre-se o risco de injetar drogas.

Não fomos criados para ser carneiros em um imenso rebanho retido no curral do mercado. Fomos criados para ser protagonistas, inventores, criadores e revolucionários.

Quando Hércules haverá de arrebentar as correntes de Prometeu e evitar que o consumismo prossiga lhe comendo o fígado? “Prometeu fez com que esperanças cegas vivam nos corações dos homens”, escreveu Ésquilo. De onde beber esperanças lúcidas se as fontes de sentido parecem ressecadas?

Parecem, mas não desaparecem. As fontes estão aí, a olhos vistos: a espiritualidade, os movimentos sociais, a luta pela preservação ambiental, a defesa dos direitos humanos, a busca de outros mundos possíveis.

Frei Betto

Crianças e adultos haitianos lendo queixas cotidianas e pequenos aborrecimentos de cidadãos de países desenvolvidos postados no Twitter

Martin Luther King Jr.: uma história de vida digna de ser contatada e seguida

Martin Luther King Jr.

Em 15 de janeiro de 1929, nascia Martin Luther King Jr.
Veja um resumo de sua biografia e o vídeo com o discurso legendado ‘I have a Dream’:


Martin Luther King, Jr. (Atlanta, 15 de janeiro de 1929 — Memphis, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.martin Luther King 2
Um ministro Batista, King tornou-se um ativista dos direitos civis no início de sua carreira. Ele liderou em 1955 o boicote aos ônibus de Montgomery e ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC), em 1957, servindo como seu primeiro presidente. Seus esforços levaram à Marcha sobre Washington de 1963, onde ele fez seu discurso “I Have a Dream”.
Em 14 de outubro de 1964 King recebeu o Prémio Nobel da Paz pelo o combate à desigualdade racial através da não violência. Nos próximos anos que antecederam a sua morte, ele expandiu seu foco para incluir a pobreza e a Guerra do Vietnã, alienando muitos de seus aliados liberais com um discurso de 1967 intitulado “Além do Vietnã”.
King foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee. Ele recebeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977 e Medalha de Ouro do Congresso em 2004; Dia de Martin Luther King, Jr. foi estabelecido como um feriado federal dos Estados Unidos em 1986. Centenas de ruas nos EUA também foram renomeadas em sua homenagem.

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Chuva em Xerém deixa mais de 1.000 desalojados e um mar de destruição

Foto: G1, imagem do helicóptero.

Foto: G1, imagem do helicóptero.

Já são 1.262 os desalojados pelas chuvas que castigam três regiões do estado desde a noite de quarta-feira. Segundo dados oficiais da Defesa Civil do estado, o transbordamento dos rios Saracuruna, Inhomirim e Capivari deixaram um morto e mil desalojados em Duque de Caxias. Em Angra dos Reis, na Costa Verde, oito casas desabaram e 74 pessoas estão desalojadas. Durante a chuva, cerca de 2 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Já foram enviados colchonetes e cobertores. O município está em estágio de emergência. Em Mambucaba, na mesma região, são cem desalojados e três feridos. No município de Mangaratiba, houve rolamento de pedras na Rio-Santos. No bairro de Constância, o desabamento de um muro destruiu uma casa, mas não houve feridos. Em Conceição de Jacareí, bombeiros tiveram que retirar moradores. As chuvas também desalojaram 172 moradores de 50 moradores em Teresópolis, e 40 em Petrópolis. (Fonte: O Globo)

SOLIDARIEDADE

Kits Cruz Vermelha

Vários locais já estão funcionando como ponto de coleta de doações para os desalojados de Xerém. A urgência é por água mineral, colchões, roupas de cama, roupas, alimentos não perecíveis, leite, fraldas descartáveis, brinquedos, materiais de limpeza e de higiene. Quem conseguir organizar kits, como os sugeridos acima, ajuda muito na organização e funcionalidade.

Veja o endereço mais próximo para que você doar e ajude também divulgando:

Secretaria de Assistência Social
Av. Brigadeiro Lima e Silva nº 1618, 25 de Agosto.
Tel: 2672-6652

SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, núcleo Duque de Caxias
Rua Conde de Porto Alegre, 131 (ao lado do Laboratório Sérgio Franco). 25 de Agosto.
Tel: 2671-1709

Motoclube Toca do Rato
Rua Belmonte, 34 – Pq. Fluminese
Tel: 3134-5324

Igreja Metodista Wesleyana Central de Mantiquira
Estrada Rio D’Ouro n° 11 – Mantiquira – Xerém.
Tel: 2679-1605

Igreja Batista Ebenézer – IBE

Rua Rio de Janeiro, lote 06 – quadra 03 – Parque Eldorado – Duque de Caxias.

Tel: 8737-7239

Escola Tabernáculo Educacional
Av. Manuel Duarte, 435 – Parque Lafaiete – Duque de Caxias
(Próximo da Igreja de São Pedro e ao Campo do Caladão)

Igreja Universal do Reino de Deus
Avenida Nilo Peçanha nº 699, Centro

A Catedral de Santo Antônio e a Igreja Nossa Senhora das Graças em Xerém também estão recolhendo.

 

Na cidade do Rio de Janeiro:
CAMTRA – Casa da Mulher Trabalhadora – Rua da Lapa, 180/806.

 

Em São João de Meriti:

Igreja Evangélica Vitória em Cristo

Rua Aparecida, 108 – Éden – São João de Meriti.

Tel:87648076

SOS Xerem SEPE Caxias

Duque de Caxias: 69 anos de emancipação!

Duque de Caxias emancipação

Hoje Duque de Caxias completa 69 anos de emancipação. Talvez o ano onde a cidade tenha menos o que comemorar em toda sua história, pela grave crise política que vivemos. Crise tem sua raiz na palavra sânscrita KRI, que significa limpar, desembaraçar e purificar. As palavras crisol (cadinho) e acrisolar (depurar, purificar, transformar) guardam o sentido originário do sânscrito. Por isso, 2013 tem um enorme potencial a ser gerado: o depurar e purificar a política, que depende, fundamentalmente, da nossa participação ‘cri-cri’ – crítica e criativa. O caos se estabeleceu pela nossa omissão, o novo é gerado primeiro dentro de nós e irradiado no entorno. Vamos construir uma nova cidade com maior participação, fiscalização dos eleitos, sugestão criativa e envolvimento com as boas lutas. Só assim nossa crise se transformará em novidade de vida.

Vamos juntos e um feliz ano novo!

Fabio Pereira

Sobre casamento e amor – Ed René Kivitz

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Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que o amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Talvez por estas duas razões — o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência — nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe”, cresce a cada dia. Acredito que existe uma peça do quebra-cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas. Este conceito de amor justifica afirmações do tipo: “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”. Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos.

 

A certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado. Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.

 

Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem-sucedido:

 

Um casal bem-sucedido é um par de amantes.

Um casal bem-sucedido é um par de amigos.

Um casal bem-sucedido é um par de aliados.

 

São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A… A de amor.

 

Ed René Kivitz

Confiança – Agostinho Neto

Criança-negra

Confiança 

O oceano separou-se de mim
enquanto me fui esquecendo nos séculos
e eis-me presente
reunindo em mim o espaço
condensando o tempo.
Na minha história
existe o paradoxo do homem disperso
Enquanto o sorriso brilhava
no canto de dor
e as mãos construíam mundos maravilhosos
João foi linchado
o irmão chicoteado nas costas nuas
a mulher  amordaçada
e o filho continuou ignorante
E do drama intenso
duma vida imensa e útil
resultou a certeza
As minhas mãos colocaram pedras
nos alicerces do mundo
mereço o meu pedaço de chão.

[Agostinho Neto]

Noite de Natal – Eduardo Galeano

Árvore de natal com livros

Foto: circulação pública no facebook, via Andreia Cavalcanti Dias – https://www.facebook.com/andreia.cavalcantidias

Noite de Natal

Fernando Silva dirige o hospital de crianças, em Manágua.
Na véspera do Natal, ficou trabalhando até muito tarde.
Os foguetes espocavam e os fogos de artifício começavam a iluminar o céu quando Fernando decidiu ir embora.
Em casa, esperavam por ele para festejar.
Fez a última inspeção pelas salas, vendo se tudo ficava em ordem, quando sentiu que passos o seguiam.
Passos de algodão: virou e descobriu que um dos doentinhos andava atrás dele.
Na penumbra, reconheceu-o.
Era um menino que estava sozinho.
Fernando reconheceu sua cara marcada para a morte e aqueles olhos que pediam desculpas, ou talvez pedissem licença.
Fernando aproximou-se e o menino roçou-o com a mão:
-Diga para…  sussurrou o menino.
-Diga para alguém que eu ainda estou aqui.

[Eduardo Galeano]

 

Lições – Mia Couto

Lições

Não aprendi a colher a flor
sem esfacelar as pétalas.
Falta-me o dedo menino

de quem costura desfiladeiros.

Criança, eu sabia
suspender o tempo,
soterrar abismos
e nomear as estrelas.
Cresci,
perdi pontes,
esqueci sortilégios.

Careço da habilidade da onda,
hei-de aprender a carícia da brisa.

Trémula, a haste
me pede
o adiar da noite.

Em véspera da dádiva,
a faca me recorda, no gume do beijo,
a aresta do adeus.

Não, não aprenderei
nunca a decepar flores.

Quem sabe, um dia,
eu, em mim, colha um jardim?

(Maputo, 2006)

Mia Couto In “Idades Cidades Divindades”

Vereadores, bajuladores ou capachos de prefeitos?

Os 68.544 vereadores que serão eleitos no dia 7 de outubro por cerca de 140 milhões de eleitores em 5.568 municípios terão a tarefa de fiscalizar as prefeituras municipais, além de criar e modificar leis restritas à seus municípios. Cabe a eles verificar, por exemplo, como o dinheiro público é aplicado e criar ou alterar o plano diretor etc.

O poder legislativo não pode ser subserviente ao executivo. Ele deve se impor em todos os níveis e esta imposição deveria ser regra. Infelizmente isso não ocorre em todos os municípios, principalmente no que diz respeito às câmaras de vereadores de pequenas cidades. Elas, salvo honrosas exceções, são subservientes às prefeituras. São sucursais, filiais delas.Fazem uma, duas reuniões por semana, quase sempre inócua, tediosa, sonolenta e medíocre. Não se apresenta projetos para melhorar as condições de vida do povo, mas apenas aqueles requerimentos feijão velho com arroz bichado, aqueles ridículos “requeiro à mesa que depois de ouvido o plenário, (…) blábláblá…”.

E votos de aplausos, de pesar, títulos de cidadão a três por quatro, pedidos de cascalhamento para a estrada da linha tal, indicação do nome de alguém para agradar a outro alguém e outras bobagens mais. É que grande parte dos vereadores são vereadores lagartixas, baixam a cabeça a tudo que o executivo ordena. Ou na verdade nem ordena. O executivo, a bem da verdade, não está nem aí para o legislativo.

Por outro lado, fiscalização do executivo é mosca branca nas câmaras. Ninguém sabe nem por onde começar. É que falta base legal aos nossos vereadores e muitas vezes os assessores jurídicos preferem se eximir a orientar. Muitos vereadores são saídos da massa, quase todos com pouca escolaridade.

Por outro lado, os distintos vereadores não são cobrados em suas bases. O eleitor depois que os elegem não procura saber dos projetos do seu vereador, muito menos faz alguma reivindicação a este. Limita-se apenas a sugá-lo, como se cobrasse o seu voto. É uma ciranda de interesses sem fim.

E para isso cada vereador recebe, por mês, nas cidades de porte médio, mais de quatro mil reais, fora assessores, parentes e correligionários pendurados em “bicos” chamado pela classe política de cargos comissionados, e tem mais a verba de representação e de gabinete, diárias quando viajam a “serviço” e etc e tal, aqui, o “tal” é o famoso “por fora”.

O empreguismo é outra moeda de subserviência. É comum ser dada uma cota de subempregos a cada vereador ou empregar a esposa, filho ou quem este indicar em algum órgão público. Como se vê, é um engodo total e a ciranda de interesses só aumenta.

Não restam dúvidas em meio à população de que é preciso melhorar a composição das câmaras. Mais: se isto ainda não nos é possível, a culpa também é do eleitor (nossa) . É ele (nós) quem vota e elege. Entretanto, é preciso a Câmara investir na Câmara. Abandonar o laço de subserviência ao Executivo.

O vereador não deve ser apenas uma figura a bajular o Prefeito, precisa fazer para o povo. Temas dos mais diversos devem ser debatidos em forma de audiências públicas, painéis, seminários, etc. Precisamos de uma Câmara ativa e um público participativo, seja assistindo às sessões, seja levando suas reivindicações e opiniões, afinal de contas é na Câmara que estão nossos representantes.

E ainda que as Câmaras venham a ter laços de obediência ao poder executivo, o que se espera é que os poderes possam ser harmônicos entre si, e que seja dado o devido valor aos legisladores. Por sua vez, que estes sejam autônomos, e que lhes garantam a personalidade jurídica e o respeito que a função exige: “a de bem representar o povo”.

É isso que queremos…

*YO

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Será Marcelo Freixo um novo Collor?

Carta aberta ao meu ex-aluno Roberto Perez

Por Tarcísio Motta de Carvalho

Gosto do bom debate. Gosto mesmo. Não sou daqueles que fogem das pessoas que pensam de forma diferente e têm bons argumentos para defender seus princípios. Tenho costume, inclusive, de concordar com “o adversário” se o argumento dele for bom e tento buscar a síntese necessária a qualquer debate que tenha o crescimento como meta. Roberto Perez, um ex-aluno do Colégio Pedro II é uma dessas pessoas obstinadas que não tem medo de expor suas idéias, mesmo que elas sejam contrárias ao que todos (ou quase todos) os seus amigos pensam. Respeito e admiro muito essa qualidade do Roberto. Acho que foi por esse respeito que fiquei tão incomodado hoje pela manhã quando vi uma postagem dele no facebook comparando o Marcelo Freixo ao Fernando Collor de Mello. Obviamente, respondi a ele, assim que li o texto, mas ainda sim, fiquei incomodado e com um sentimento um tanto estranho, um misto de decepção e raiva (não contra ele, mas contra a ideia em si) e resolvi escrever essa carta.
Partindo da premissa que Roberto não fez essa comparação apenas para brincar com as pessoas, fica a pergunta: como foi possível uma pessoa inteligente (brilhante, até) fazer uma comparação dessas? A semelhança mais marcante apontada pelo Roberto é o estilo do discurso: personalista e “salvador da pátria”. Além disso, a origem em um partido “nanico” e a fé que a “classe média da orla da zona sul carioca” deposita em Freixo seriam outras semelhanças entre o caçador de marajás e o atual candidato a prefeito do Rio. Rebati cada um desses argumentos, lembrando principalmente da posição de classe dos dois projetos e do tipo de compromisso que cada candidato assumiu. Lembrei ainda da trajetória política e social de cada candidato e, ao final, procurei frisar que no Psol estão muitos daqueles que lutaram contra o Collor durante o governo, para derrubá-lo e para mantê-lo longe da vida política do país.
Mas, o incômodo continuou. Por quê? Acho que faltava alguma coisa na análise e não era nos argumentos do debate, mas na origem dele. Roberto, com sua fala, encarna uma completa falta de perspectivas na mudança, na transformação. Roberto, com sua fala, encarna o horizonte político de uma parte da juventude que não acredita em mudanças profundas, que se contenta com muito pouco em termos de projeto de sociedade. Isso não é exclusividade dele e, tampouco, é uma novidade da atual conjuntura, mas tem uma perspectiva histórica que precisa ser explicitada. Falta a essa juventude, a experiência da luta contra a ditadura, dos comícios das Diretas Já, dos comícios do Lula em 1989 e 1994, da luta contra as privatizações, dos debates da Constituinte, das marchas do MST, das manifestações do Fora Collor, etc. Lembro-me ainda hoje da emoção de cantar o hino nacional na Primeiro de Março quando adiamos o leilão da Vale do Rio Doce. Lembro-me da emoção de cantar o “Lula lá, cresce a esperança” em 1989 lá em Psol e, depois, em 1994 na Cinelândia. Lembro-me da profunda indignação diante do massacre de Eldorado dos Carajás em 1997 e de ter a consciência de que aquilo era responsabilidade não só da PM do Pará e de seu governador, mas da política de FHC e todos aqueles que sustentavam sua política. Podia continuar citando fatos políticos que, no fim, criaram em mim (e em uma parte daquela juventude), não só a perspectiva da mudança, mas a consciência da necessidade da mudança real, profunda, completa.
A fala do Roberto, comparando Freixo a Collor é fruto de uma outra experiência vivida pela juventude na última década. A década onde Lula foi eleito e fez crer a muitos jovens que a mudança não seria profunda. Que é possível erradicar a pobreza sem fazer reforma agrária, que é possível melhorar a educação a partir da iniciativa privada, que é possível melhorar a saúde, privatizando hospitais, que é possível democratizar o país governando com Sarney e Collor (olha ele aí de novo!), sem se sujar com a corrupção. Na minha opinião, o legado mais cruel da “Era Lula” foi a naturalização da pequena política, a naturalização de que não é possível enfrentar o capital, de que não possível fazer as grandes mudanças que Chico Mendes, Paulo Freire, Florestan Fernandes e tantos outros de nós sonhamos.
Acho que por isso é tão difícil para Roberto compreender o sentido da campanha de Freixo. Ela recupera a trajetória das grandes lutas das décadas de 1980 e 1990, ela aposta na desnaturalização daquilo que se tornou quase inquestionável depois de Lula. A campanha de Freixo é a antítese de Collor, querido Roberto. Como escrevi nos comentários de sua postagem, Collor foi escolhido para impedir o tipo de mudanças que a campanha do Freixo encarna. Quem esteve na Lapa acompanhando a apuração das eleições para deputado estadual há dois anos atrás e comemorou emocionadamente o resultado, viveu mais um daquelas experiências que citei acima (e estavam tão raras nos últimos tempos). Ali – e agora na campanha – reafirmamos uma esperança em mudanças profundas, em compromissos concretos com os movimentos sociais, reafirmamos as alianças com aqueles que assumem uma postura de enfrentamento aos poderosos do capital. Se em 1989, Collor se apropriou de parte desse discurso para enganar uma parte importante da sociedade que esperava mudanças, mas tinha medo do “sapo barbudo”, isso deve ser analisado do ponto de vista histórico, sob essa perspectiva (a da mentira). O exemplo de Collor não pode derrotar Freixo, porque Freixo não está mentindo quando afirma ter um outro projeto para a cidade do Rio. Sua trajetória pessoal, a trajetória daqueles que estão construindo esse projeto (incluindo este que vos escreve) e a trajetória do PSol são as únicas garantias que temos para oferecer à sociedade carioca de que isso não é mentiroso. E, se você olhar direitinho, isso não é pouco, meu caro Roberto.
Por fim, com este texto não espero te convencer a votar no Freixo. Acredito sinceramente que temos projetos diferentes para a cidade e, se você acredita que o projeto a ser implementado nos próximos quatro anos é aquele incorporado pela campanha do Eduardo Paes, vote e faça campanha para ele. Defenda o projeto, a administração e o partido dele. Como as pesquisas apontam, a chance desse projeto ser vitorioso são muito grandes. Aponte também as inconsistências e as contradições do projeto do Freixo e do PSol, pois isso faz parte da campanha e do debate. Mas, por favor, não desqualifique nossa proposta como se ela fosse deliberadamente mentirosa, inconseqüente e hipócrita. Isso não faz bem para a democracia e desrespeita os milhares de militantes que hoje, sinceramente, acreditam nesse projeto. E, claro, não perca a esperança, pois continuo a acreditar de forma cada vez mais firme que a grande vitória da campanha do Freixo será fazer mais pessoas acreditarem que NADA DEVE PARECER IMPOSSÍVEL DE MUDAR. Se no final, as urnas decidirem que teremos quatro anos para te provar que você estava certo ou errado, veremos. Por enquanto, continuemos com o bom debate, ok Roberto Perez?

Tarcísio Motta de Carvalho, Rio de Janeiro, 23 de julho de 2012.

https://www.facebook.com/tarcisio.mottadecarvalho/posts/338970939522000

PSOL lança Ivanete para a sucessão municipal em Duque de Caxias

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-Caxias) confirmou sábado (30/06), em convenção Municipal, a candidatura da professora Ivanete da Silva à Prefeitura de Duque de Caxias

Deputado Marcelo Freixo, Ivanete e Fabio Pereira.
Foto: Renata Stuart.

O partido homologou, também, 30 candidaturas a vereador, para disputar a Câmara Municipal e estabeleceu como uma de suas principais tarefas a eleição de um vereador do PSOL na cidade.

Ivanete apresentou o manifesto “Duque de Caxias nas mãos do Povo: contra a corrupção e pela participação popular” – uma síntese para um novo tipo de governo na cidade – e salientou que o documento ainda está recebendo propostas, pois é das necessidades e da organização consciente dos duquecaxienses, que nascerá uma mudança verdadeira. São 50 pontos que darão início à construção de uma cidade onde são respeitados os direitos fundamentais, a partir de políticas públicas que visem melhorar radicalmente a qualidade de vida do povo e que se constitua como exemplo de Democracia Real.

Ivanete no ato contra o aumento das passagens de ônibus em Caxias

O PSOL entende que para o voto consciente da população, seria necessário que ocorresse pelo menos um debate, em cada distrito do município e critica o processo atual, que tem muitos nomes conhecidos da velha política, que estão vazios de ideias e propostas para a cidade.

A campanha para a prefeitura também acentuará a importância do combate à corrupção e aos privilégios dos políticos, chamando a população ao planejamento realmente democrático da cidade, a fim de garantir que os recursos públicos sejam destinados às demandas da maioria do povo. “Os secretários do governo do PSOL vão receber o salário médio do funcionalismo público municipal, vamos diminuir o número de cargos comissionados e reduzir o salário da prefeita”, afirma a pré-candidata. “Não podemos aceitar que nossa cidade arrecade cerca de 2 bilhões de reais e a gente veja lixo em toda a parte, saúde e educação de péssima qualidade. Para onde vai esse dinheiro todo? O povo precisa saber!”, questiona Ivanete.

A candidata ainda salienta que “o partido vai disputar voto a voto as eleições e que o PSOL constrói também nas ruas a transformação social, através dos movimentos vivos, nas boas lutas do povo, como a luta pela educação de qualidade e contra o aumento das passagens, por exemplo”.

Ivanete da Silva nasceu em 19 de novembro de 1967, em Duque de Caxias. É formada em Pedagogia, especialista em Orientação Educacional e Disciplinas Pedagógicas, é professora nas escolas da rede municipal de Duque de Caxias e no curso de formação de professores da rede estadual, em Nova Iguaçu. Iniciou suas atividades políticas ainda na adolescência, quando participou do Movimento Eclesial de Base, organizado pela Igreja católica, contribuindo com a organização da associação de moradores do Gramacho, em 1982. Em 1993, passou a atuar na Educação, à frente das lutas em defesa por melhores salários, condições de trabalho e saúde dos profissionais da Educação, assim como mais escolas e matrículas para as crianças e adolescentes em Duque de Caxias.  Em 2001, foi eleita para a direção do SEPE núcleo Duque de Caxias e, em 2003, passou a integrar também a direção do Sepe RJ.

Participou da fundação do PSOL com Heloísa Helena, Luciana Genro e Babá, quando foram expulsos do PT por se negarem a votar, contra o interesse dos trabalhadores, na reforma da previdência, encaminhada pelo Governo Lula, e por não aceitarem os escândalos de corrupção que envolveram o partido.

Desde 2010 lidera o movimento Contra o Aumento das Passagens de Ônibus, em Duque de Caxias e pela tarifa e bilhete único municipal, defendendo uma licitação pública para os transportes (que não existe em Caxias) que seja fruto de um Plano Diretor de Transportes feito com participação popular.

 

50 pontos do programa de governo para transformar Duque de Caxias:

“Duque de Caxias nas mãos do Povo: contra a corrupção e pela mudança”

1) Garantir a participação popular e a transparência nas decisões da prefeitura e na aplicação do dinheiro público. 2) Diminuir o número de cargos comissionados, reduzir o salário dos secretários municipais que passarão a  receber o salário médio do funcionalismo público municipal e reduzir o salário da prefeita. 3) Combater a corrupção e os desvios da verba pública, apoiando mecanismos de controle da sociedade. 4) Rever as políticas de isenção fiscal e combater a sonegação. 5) Aprovar o IPTU progressivo, isentando os mais pobres e aplicando taxas maiores para os grandes proprietários.

Funcionalismo público

“Respeito é bom e a gente gosta!”

6) Convocar concursos públicos para todas as áreas da administração, em especial na saúde e educação. 7) Acabar com a política de terceirização e garantir a pontuação por experiência desses trabalhadores nos concursos públicos. 8) Criar planos de cargos e salários para todas as carreiras da administração e fazer cumprir aqueles que já existem. 9) Combater o assédio moral e garantir condições dignas de trabalho para todos os servidores públicos.

Segurança Pública

10) Reformular o papel da Guarda Municipal e transformá-la em guarda cidadã, preventiva e não-armada. 11) Reforçar os laços da Guarda com a vida comunitária. 12) Acabar com as ações repressivas e a perseguição aos camelôs. 13) Implementar políticas que estimulem a cooperação e a solidariedade, reforcem a defesa dos direitos humanos e a cidadania em todas as áreas e órgãos da administração.

Saúde e Assistência Social

“Saúde é direito e não mercadoria!”

14) Garantir o mínimo de 15% do orçamento para a saúde. 15) Ampliar o Programa de Saúde da Família, atingindo todos os bairros. 16) Expandir a rede municipal de postos de saúde e tornar o acesso fácil a todo morador do município. 17) Assegurar todas as especialidades médicas em toda a rede de postos. 18) Criar o Programa Municipal de Humanização da Saúde, buscando um tratamento cada vez mais digno, eficiente e humano, imediatamente ampliando o número de leitos hospitalares disponíveis. 19) Combater a mortalidade materno-infantil e criar leitos de UTI neonatal na rede pública municipal. 20) Aprovar a eleição direta para diretores das unidades de saúde.

Educação cidadã de qualidade

“Lugar de criança é na escola!”

21) Restabelecer o mínimo de 35% do orçamento do município para a educação. 22) Ampliar a rede e garantir creche e escola para todas as crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. 23) Aprovar a eleição direta para diretores. 24) Democratizar os conselhos escola-comunidade. 25) Cumprir o plano de carreira dos profissionais de educação, garantindo a total incorporação dos abonos e um calendário de pagamento até todo o dia 05 do mês para funcionários da ativa, aposentados e terceirizados.

Transporte barato, eficiente e sustentável

26) Acabar com o aumento anual das passagens de ônibus e buscar um estudo técnico e isento sobre qual deveria ser o valor justo da tarifa no município, implantar a tarifa com bilhete único municipal e abolir os microônibus; buscar a ampliação e melhoria do transporte de trem na cidade e lutar para que o metrô chegue até Duque de Caxias. 27) Criar um Sistema Cicloviário, com a construção de ciclovias, ciclofaixas, paraciclo e bicicletários, além de outros componentes menos utilizados, destinados à utilização da bicicleta como meio de transporte ou lazer com integração intermodal e maior segurança para o usuário. 28) Garantir o passe livre para estudantes, idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças crônicas e desempregados, com fiscalização permanente, multas e até cassação de licença para as empresas que desrespeitar esses direitos. 29) Criar a Empresa Municipal de Transportes Coletivos, com transparência e participação dos usuários na sua gestão.

Urbanismo e Habitação

“Pelo direito de todos à cidade!”

30) Implementar a Reforma Urbana, garantindo a aplicação dos instrumentos do Estatuto da Cidade. 31) Realizar a regularização fundiária em todo o município, com prioridade para as áreas historicamente mais abandonadas. 32) Aplicar o IPTU progressivo no tempo para as propriedades utilizadas para especulação imobiliária. 34) Criar as Zonas de Especial Interesse Social e Histórico, destinadas à moradia com qualidade social para a população de baixa renda, especialmente para as famílias que hoje se encontram em áreas de risco e preservar os prédios históricos da cidade. 35) Destinar recursos suficientes para a implantação de rede de saneamento básico em todo o município.

Meio Ambiente e Turismo

36) Articular a preservação ambiental com a promoção do turismo ecológico nas áreas da Reserva Biológica do Tinguá e do Parque Municipal da Taquara, bem como diminuir gradualmente os afetados pela indústria do petróleo e petroquímica. 37) Criar uma política municipal de turismo e preservação ambiental com foco na geração de emprego e renda das famílias das regiões protegidas, incentivando as micro e pequenas empresas familiares e estabelecendo parcerias com as universidades públicas e privadas de Duque de Caxias, financiando linhas de pesquisa e extensão para esse fim. 38) Ampliar o Programa de Educação Ambiental na cidade, que deve contar com recursos significativos, específico para esse fim e passando por todas as secretarias do governo. 39) Promover a inclusão dos catadores de resíduos sólidos, por meio da criação da Usina Municipal de Reciclagem de Resíduos Sólidos, o “Armazém das Utopias”, que aproveite e dignifique esses trabalhadores; bem como combater a poluição ambiental e abolir as isenções fiscais para empresas poluidoras, aprovar multas, impostos mais pesados para os poluidores e envolver o governo municipal em todos os debates e esforços para que todos os moradores tenham abastecimento de água e que o serviço seja sempre público e de qualidade social e ambiental.

Geração de Emprego e Renda

“Sem o seu trabalho, o homem não tem honra!”

40) Regularizar os trabalhadores da economia informal, com especial atenção para os camelôs, mototaxistas e transporte alternativo. 41) Incentivar as micro, pequenas e médias empresas locais, inclusive nas licitações da prefeitura, apoiar as iniciativas comunitárias de geração de emprego e renda com forte incentivo a economia solidária, desenvolvimento da economia local dos bairros e a inserção dos jovens no mercado de trabalho. 42) Criar frentes de trabalho para realização de obras públicas, garantindo condições de trabalho e salário dignos para seus integrantes.

Cultura, Esporte e Lazer

“A gente quer comida, diversão e arte!”

43) Garantir, no mínimo, 1% do orçamento para cultura e chegar até o final do mandato com 2% do orçamento e ampliar a verba do Fundo Municipal de Cultura. 44) Criar centros e lonas culturais em todas as regiões do município, garantindo opções variadas de lazer para toda a população e incentivar a produção cultural local. 45) Incentivar programas esportivos aliados à educação, voltados principalmente para os jovens.

Direitos Humanos

46) Criar um Programa Municipal de Tratamento de Dependentes Químicos elaborado com participação popular e de especialistas, com foco no combate ao ‘crack’ e a construção de um centro de internação humanizada para os casos mais graves, buscando sempre o tratamento que mantenha a rotina vida e vínculos familiares do paciente. 47) Implantar campanhas de combate ao racismo em todos os órgãos da administração e nos espaços públicos do município e estabelecer políticas públicas específicas para a população negra, que promovam o respeito à diversidade étnica, cultural e religiosa do nosso povo. 48) Desenvolver políticas públicas de combate a violências contra as mulheres e implantar o Centro de Orientação e a Casa-Abrigo para mulheres vítimas de violência. 49) Exigir e pressionar o governo do estado para melhorar o atendimento da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher já existente e para criar novas unidades. 50) Combater a discriminação contra os homossexuais.

LOCANTY: generosa com os podres poderes, impiedosa com os trabalhadores

Tenho recebido diversas denuncias de funcionários da LOCANTY aqui pela internet. Infelizmente, eles não podem se manifestar, pois seriam demitidos. As denuncias dizem que há atraso de férias (alguns com cerca de um ano de atraso no pagamento das férias!), cesta básica, e, mês passado, o salário foi pago com 13 (treze) dias de atraso. Muitos estão preocupados com o pagamento desse mês, já que a maioria depende do salário mínimo para sustentar suas famílias. Dona Maria da Esperança (nome fictício), denuncia que há comentários na escola que trabalha dizendo que esse mês não há previsão de data de pagamento. Dona Maria mora só com a filha que sustenta e diz que se sente humilhada e desrespeitada em seu direito. Não protesto em relação a prefeitura, pq essa não tem vergonha e compromisso público. Meu apelo é que a Delegacia Regional do Trabalho e a Justiça possam se mexer.

Nota do PSOL condena a tentativa de golpe no Paraguai

22/06/2012 – 15:51

PSOL condena tentativa de golpe no Paraguai

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL – Brasil) condena veementemente a tentativa de deposição do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pelo parlamento daquele país. O julgamento em curso no Congresso paraguaio, liderado pelos partidos conservadores do país, visa desestabilizar a democracia, impedindo a conclusão do mandato do presidente democraticamente eleito. Isso explica o rito sumário que sequer assegura condições mínimas de defesa ao acusado.
Os recentes conflitos onde morreram uma dezena de camponeses merecem investigação e punição dos culpados, mas não podem servir de pretexto para um golpe parlamentar justamente por aqueles que governaram o país usando da violência e do autoritarismo. Estes setores não têm condições  morais nem políticas para falar em democracia.
Assim, o PSOL defende investigações livres e transparentes sobre os crimes ocorridos em Canindeyú contra os camponeses sem-terra, e ao mesmo tempo, repudia qualquer tentativa de transformar a escalada de violência no campo, causada pela brutal concentração de terras nas mãos de latifundiários, em justificativa para desestabilizar o governo do Presidente Fernando Lugo e a democracia no Paraguai. Para o PSOL, o delicado momento que vive o Paraguai exige definir que o lugar dos socialistas é ao lado da democracia e da justiça social contra a tentativa de golpe parlamentar por parte dos partidos conservadores.
Deputado Federal Ivan Valente PSOL/SP
Presidente Nacional

Afrânio Boppré
Secretário de Relações Internacionais PSOL – Brasil

Fonte: http://psol50.org.br/blog/2012/06/22/psol-condena-tentativa-de-golpe-no-paraguai/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=psol-condena-tentativa-de-golpe-no-paraguai

Cidade para pessoas: ciclovias como transporte prioritário

Eleições chegando e qual a proposta de política pública de transporte do seu candidato(a)?

Gostaria de provocar você a uma reflexão. Veja esse breve vídeo, ele pode mudar radicalmente a qualidade de vida de nossa cidade:

Concurso Caxias em 1 minuto

Abrindo as comemorações de seus dez anos de atividade, o cineclube Mate Com Angu acaba de lançar o concurso Caxias em 1 Minuto, aberto a quem quiser inscrever filmes que abordem esteticamente a cidade de Duque de Caxias dentro de sessenta segundos.

As inscrições vão de 15 de junho a 15 de julho de 2012 podendo participar qualquer pessoa residente na cidade ou não.Os vídeos podem ser captados em qualquer formato desde que seja possível disponibilizá-los nas condições técnicas necessárias para compartilhamento via serviços de vídeo pela Internet (youtube, vimeo, iteia, videolog etc).

O vídeos inscritos no Caxias 1 Minuto concorrerão a prêmios em dinheiro e brindes audiovisuais, e serão escolhidos através de voto aberto a partir do dia 16 de julho.

A premiação acontecerá no dia 25 de julho na festa de comemoração dos dez anos do coletivo audiovisual.

O regulamento e as inscrições estão no endereço

http://www.matecomangu.org/

Cultura é tema do movimento Caxias de Cara Nova

Movimento debaterá a situação da Cultura em Duque de Caxias e políticas públicas para a área.

No Dia do Cinema Brasileiro, bate papo sobre cultura, com projeção de curtas, nessa terça, 19/06, 19h, no SEPE – Rua Conde de Porto Alegre, 131 – 25 de Agosto (próximo a Praça Roberto Silveira, na calçada da Cultura Inglesa). Entrada franca.

Malfatti de espinafre

Malfatti però troppo saporoso…

O malfatti é um prato típico da gastronomia lombarda, sendo muitíssimo fácil de se preparar e de sabor encantador. Conforme você vai lendo na listagem de ingredientes, você inevitavelmente pensa: que sem graça! ledo engano…. o toque cítrico harmoniza elegantemente com a pungência do espinafre e a finalização com parmesão é simplesmente envolvente. Além dos adjetivos culinários, pode-se elencar ainda os benefícios à saúde: é um prato leve – prefeito para dias quentes – ingredientes todos frescos e de fácil aquisição. Dessa forma, hoje apresento-lhes i malfatti (mal-feito em italiano, no plural) uma bela e diferente opção para uma refeição.


malfatti de espinafre
rendimento: 10 porções – tempo de preparo: 30 min – dificuldade: média

Ingredientes:
20 g de manteiga.
1/2 cebola média picada finamente.
300 gr de ricota fresca escorrida e ralada.
150 gr de espinafre cozido e picado.
50 g de parmesão.
1 ovo + 1 gema.
noz-moscada.
rapas de casca de 1/2 limão.
sal e pimenta a gosto
farinha de trigo para enfarinhar.

Preparo

Em uma tijela, combine a ricota, o espinafre, o parmesão, o ovo e gema batidos, a noz-moscada, sal, pimenta e as raspas de limão e misture tudo até alisar. Agregue aos poucos a fariha de trigo até a massa endurecer um pouco. Enfarinhe um superfície e forme as bolotinhas de malfatti. Leve os malfatti ao refrigerador por no mínimo 1 hora e, após cozinhe-os em água fervente.

Após cozidos, escorra e sirva-os com molho de tomates frescos.

Bom apetite.

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Redução de IPI, não é por aí!

por Roque Sponholz*

Nenhum país do mundo combate crise econômica vendendo carros, exceto o nosso. Incentivar a compra de veículos para o transporte individual através da redução de impostos e de financiamentos com juros baixos e prazos longos para atender ao lobby de montadoras em detrimento ao transporte coletivo, é medida demagógica, inconseqüente e criminosa com nossas cidades e conseqüentemente com seus cidadãos.

Desde a sua invenção, a propaganda glamourizou o uso do automóvel dando-lhe a falsa conotação com o status social. Daí a estúpida paixão do brasileiro pela máquina de quatro rodas que substitui duas patas.

Hoje o maior problema de nossas cidades é o tráfego. Nossas ruas não mais comportam o excessivo número de veículos que a cada dia nelas são despejados.

Nossas vias interurbanas transformaram-se em campos de batalha onde, a cada ano, morrem mais de quarenta mil brasileiros e outros tantos sofrem danos físicos irreparáveis.

A solução? Uma só: transporte coletivo eficiente, com canaletas exclusivas, com conforto, com rapidez…

Mas priorizá-lo e subsidiá-lo parece não ser a vontade deste governo. Sua vontade é fazer com que o brasileiro atole-se em dívidas, seja o campeão da inadimplência, deixe de construir um quarto para abrigar um novo filho construindo uma garagem para abrigar um carro novo ou um novo carro.

E ainda falam em “mobilidade urbana”. Ora tenham vergonha!!! Pensar momentaneamente e emergencialmente (devido a Copa do Mundo), em “mobilidade urbana” para meia dúzia de cidades, esquecendo-se das mais de cinco mil e quinhentas outras que também precisam de “mobilidade urbana” é, no mínimo, desrespeito e escárnio.

Enfim, lá vamos nós enfrentar o tráfego nosso de cada dia que o governo nos dá hoje.

Triste país este.

*Roque Sponholz é Arquiteto e Urbanista

Oficina gratuita: O papel social da fotografia, com João Laet, fotógrafo do Jornal O Dia

O papel social da fotografia

Como usar a fotografia como instrumento de denuncia, cidadania e conquista de direitos

Oficina com

: :João Laet: :

[Fotógrafo,  Jornal O Dia]

Sábado, 19/05, das 9h às 14h

Entrada Franca

 

No Sepe: Rua Conde de Porto Alegre, 131 – 25 de Agosto – Duque de Caxias

 # Noções básicas da história da fotografia, fotojornalismo, enquadramento, luz e outras técnicas

# Trabalho de campo

Para participar é preciso enviar os dados abaixo somente até quinta-feira (17/05) para o email caxiasdecaranova@gmail.com :

> Nome completo

> Endereço completo – rua, número, bairro, cidade e CEP.

> Instituição e/ou movimento social

> Telefone residencial

> Celular

> Endereço eletrônico (email)

> E responder a pergunta: Porque você deseja fazer essa oficina?

Só receberemos inscrições até a meia noite de quinta-feira (17/05). Na sexta mandaremos mensagem – email e torpedo (sms para o celular) confirmando os inscritos e os que não foram inscritos. Os critérios para quem vai participar (apenas 30 vagas):

1) morador de Duque de Caxias;

2) quem deu CERTEZA de comparecimento;

3) relevância social do inscrito;

4) ordem de inscrição.

Três pessoas do movimento vão analisar as inscrições e definir – caso haja mais de 30 pessoas inscritas – orientadas pelos critérios: Fabio Pereira, Merlyn Santos e Tadeu Lima.

É necessário levar o equipamento que você utiliza para fazer fotos: celular, câmera portátil ou câmera profissional.

Das 11 às 14h faremos um trabalho de campo, circulando por alguns pontos: Praça Roberto Silveira > passarela do Mercado Municipal > Praça do Pacificador / Teatro Raul Cortez > Estátua do Zumbi dos Palmares > Estação Ferroviária > Retorno ao Sepe.

Vamos separar duas fotos de cada pessoa para publicação na página no Facebook do Caxias de Cara Nova.

Opcional: Quem quiser pode se programar para ficar até mais tarde. Às 14h sairemos para almoçar e às 15h retornaremos ao Sepe para analisar todas as fotos de quem fotografou e fazer comentários mais detalhados.

Os certificados serão fornecidos às 14h. Carga horária total: 5 horas.

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